Flávio Dino levanta sigilo de investigação sobre Mário Frias e vínculos com o PCC
Por: Redação
13/09/2026 • 11h07
O ministro do STF, Flávio Dino, unificou investigações que envolvem o deputado Mário Frias e possíveis conexões com o PCC, após levantar o sigilo de documentos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu neste domingo (13) levantar o sigilo de documentos relacionados a investigações provenientes da Justiça de São Paulo. Ele unificou sob sua responsabilidade apurações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos que envolve emendas parlamentares federais, contratos da Prefeitura de São Paulo e o deputado federal Mário Frias (PL-SP).
Na última quinta-feira (10), Mário Frias se manifestou sobre a operação da Polícia Federal que ocorreu em sua residência, a qual ele classificou como uma "cortina de fumaça". Em um vídeo nas redes sociais, o deputado negou qualquer irregularidade e se comprometeu a colaborar com as investigações, acreditando no arquivamento do caso.
Na determinação de Dino, ele menciona indícios de conexão entre os inquéritos e investiga a possibilidade de uma organização criminosa dedicada à captação e ocultação de recursos públicos. O ministro também destaca uma linha de investigação que busca identificar vínculos do grupo com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Conforme o despacho, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, recebeu repasses do deputado Mário Frias e, segundo a Polícia Federal, desempenha um papel central na investigação. Além disso, a empresa também transferiu recursos ao próprio instituto.
Para a Polícia Federal, a movimentação de recursos entre Frias, a Complexsys, o ICB e a ANC (Academia Nacional de Cultura) sugere um "circuito financeiro fechado", que não condiz com relações negociais independentes. A investigação aponta para uma possível "confusão patrimonial" entre o ICB, as empresas contratadas e os indivíduos envolvidos.
Os investigadores indicaram a existência de vínculos societários cruzados e proximidade entre sócios e administradores, além de movimentações financeiras que não se justificam economicamente. Esses elementos sugerem uma atuação coordenada entre diferentes entidades, que, embora formalmente distintas, estariam integradas por interesses comuns e um fluxo financeiro sem justificativa clara.
Fonte: Bahia Notícias

