Exame de PSA não deve ser único indicador na avaliação da próstata, alerta especialista
Por: Redação
04/11/2026 • 14h20
Urologista destaca que o teste isolado não é suficiente para diagnóstico e deve ser combinado com outros exames.
O urologista Lucas Batista esclareceu que a dosagem do antígeno prostático específico (PSA), realizada por meio de um exame de sangue, não deve ser vista como um diagnóstico definitivo para câncer de próstata. Ele enfatizou que o teste apresenta um valor preditivo positivo limitado quando usado isoladamente, sendo mais eficaz quando combinado com o exame de toque retal.
Batista mencionou que níveis de PSA abaixo de 1 ng/mL são considerados ideais. Embora valores até 3 ng/mL possam ser normais, a análise não deve se restringir apenas ao número absoluto. É fundamental observar a velocidade de elevação do PSA ao longo do tempo, assim como os fatores de risco do paciente.
Como professor de Urologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), ele exemplificou que um paciente com PSA em 2,5 ng/mL pode exigir mais atenção do que outro com 3,5 ng/mL, dependendo da velocidade de aumento do marcador e do histórico familiar de câncer.
O especialista ressaltou que a avaliação deve considerar uma série de informações, incluindo a relação entre o PSA livre e o PSA total. Assim, cabe ao médico determinar a necessidade de exames adicionais, como o toque retal, ressonância magnética ou biópsia. Ele concluiu que a interpretação dos dados requer um olhar atento do médico, dado que isso influenciará a decisão sobre a realização de outros exames.
Fonte: Bahia Notícias

