Deputado Márcio Canella é detido pela Polícia Federal durante operação
Por: Redação
15/10/2026 • 08h30
O deputado estadual do Rio de Janeiro, Márcio Canella, foi preso na Operação Unha e Carne 8, que investiga lavagem de dinheiro e corrupção. A ação também resultou na prisão de outros envolvidos, incluindo um ex-secretário de Polícia Civil.
Márcio Canella, deputado estadual pelo União Brasil e ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso nesta quinta-feira (15) durante a Operação Unha e Carne 8, realizada pela Polícia Federal (PF). Juntamente com ele, o ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim, também foi detido.
A operação investiga crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além da formação de cartel. A PF aponta que o objetivo é desarticular uma organização criminosa que estaria utilizando uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para a lavagem de dinheiro.
Canella, que foi o segundo deputado estadual mais votado nas últimas eleições, já havia sido alvo de investigações na sexta etapa da Operação Unha e Carne em julho, quando foi preso por estar em posse de um fuzil encontrado em seu veículo. Este caso levou à prisão do vereador Jorge Canella, também do União, na Operação Unha e Carne 7, por posse ilegal de armas, embora não haja relação de parentesco entre eles.
A investigação abrange 96 postos de combustíveis no Grande Rio, que movimentaram R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ao longo de seis anos, com a participação de políticos. As prisões realizadas nesta quinta-feira foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluíram 6 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em diversas cidades do estado.
Canella foi detido em sua residência em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, enquanto outras prisões incluíram Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior, Marcus Vinicius Amim Fernandes e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil. Além das prisões, Moraes determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades de 112 empresas envolvidas no esquema investigado.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou a execução dos mandados contra os policiais civis implicados na operação.
Fonte: Bahia Notícias

