Crise diplomática entre Brasil e EUA compromete luta contra facções
Por: Redação
13/09/2026 • 10h40
A troca de restrições de vistos entre Brasil e EUA dificulta a cooperação no combate ao crime organizado, segundo o The New York Times.
O jornal The New York Times destacou que a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos tem gerado impactos negativos na colaboração para o combate ao crime organizado. Recentemente, os EUA negaram vistos a dois agentes da Polícia Federal brasileira que seriam designados para atuar em Miami e Nova York. Em resposta, o Brasil vetou a entrada de um oficial americano no país.
A troca de restrições é vista como um obstáculo para a cooperação entre os dois países, especialmente em ações contra facções criminosas. Além disso, o governo dos EUA também cancelou a visita de quase 12 servidores da Receita Federal brasileira a Washington, que tinha como objetivo discutir medidas contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
Essa situação se agrava em um contexto de tensões diplomáticas, que se intensificaram após a apresentação, em maio, de um plano conjunto por parte de Lula ao então presidente Donald Trump, visando combater as facções criminosas e conter o tráfico de armas. No entanto, o plano não obteve retorno. Na mesma época, as duas maiores facções brasileiras foram classificadas pelos EUA como organizações terroristas, uma decisão que, segundo o NYT, comprometeu investigações da Polícia Federal ao expor alvos que estavam sob monitoramento.
Ainda que Brasil e EUA mantenham algumas iniciativas de segurança, como o compartilhamento de alertas sobre contêineres suspeitos, o jornal enfatiza que o país está excluído de novas ações regionais dos EUA e que a deterioração nas relações entre os governos torna mais difícil o enfrentamento ao crime organizado.
Fonte: Bahia Notícias

