Câncer de próstata causa 50 mortes diárias no Brasil e cresce 20% em dez anos
Por: Redação
03/11/2026 • 07h20
A cada dia, 50 homens perdem a vida devido ao câncer de próstata no Brasil, evidenciando a urgência da campanha Novembro Azul e da detecção precoce da doença.
O Brasil registrou cerca de 18,5 mil mortes por câncer de próstata em 2025, o que equivale a uma média de 50 óbitos diários. Nos últimos dez anos, o total de mortes por essa doença aumentou mais de 20%, subindo de 15,4 mil para o atual patamar. Os dados foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e baseiam-se em informações do Ministério da Saúde, que reforça a importância da campanha Novembro Azul.
Entre 2017 e 2026, mais de 160 mil homens faleceram em decorrência do câncer de próstata no Brasil. Para este ano, as expectativas são de mais de 77 mil novos casos diagnosticados. Este tipo de câncer é o mais frequente entre os homens, e quando detectado precocemente, tem uma taxa de cura que pode chegar a 90%. Contudo, a doença é frequentemente assintomática em seus estágios iniciais, e sintomas como sangue na urina ou no sêmen, jato urinário fraco, frequente vontade de urinar, disfunção erétil e dores ósseas costumam aparecer apenas em fases avançadas, quando o tratamento se torna menos eficaz.
Por isso, a SBU recomenda que os exames de rastreamento sejam realizados antes que quaisquer sintomas surjam. É indicado que homens a partir dos 50 anos realizem o exame de PSA, que é feito a partir de uma amostra de sangue, e o toque retal. Aqueles que são negros, obesos ou têm histórico familiar da doença devem iniciar os exames aos 45 anos. Essa orientação é particularmente relevante na Bahia, onde a maioria da população se declara preta ou parda, conforme dados do IBGE, o que implica que muitos homens baianos devem procurar atendimento médico cinco anos antes.
Além disso, desde 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer a cirurgia robótica como uma opção de tratamento, e o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou técnicas menos invasivas. Entre essas, estão o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU), que utiliza calor para eliminar o tumor, e a crioablação, que congela as células doentes com agulhas finas.
Fonte: Bahia Notícias

