Bahia prorroga estado de emergência zoossanitária por 180 dias devido à gripe aviária H5N1
Por: Redação
16/09/2026 • 00h00
O governo baiano estendeu o estado de emergência zoossanitária para conter a influenza aviária H5N1 em todo o estado.
O governo da Bahia decidiu prorrogar por 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território estadual com o intuito de conter a propagação da influenza aviária H5N1. A nova medida, assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), renova as ações preventivas que foram iniciadas em 2023, após a detecção do vírus em aves silvestres.
O decreto estabelece um novo prazo para as políticas de vigilância sanitária no setor agropecuário, visando proteger a biodiversidade local e a produção agrícola dos efeitos da doença, que é considerada de alta gravidade. A declaração de emergência foi motivada pela confirmação da infecção pelo vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) H5N1 em aves silvestres no estado.
A estratégia é focar na implementação e manutenção de medidas rigorosas para evitar a disseminação da gripe aviária em todo o estado. A decisão foi baseada em diretrizes de diversas portarias do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O decreto também conta com a assinatura do secretário da Casa Civil, Eracy Lafuente, e do secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Vivaldo Góis de Oliveira.
A influenza aviária é uma doença infecciosa que pode afetar aves, mamíferos e até seres humanos. De acordo com o Ministério da Saúde, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) registrou surtos da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em vários países das Américas desde 2022, incluindo o Brasil.
O subtipo A(H5N1) do vírus é o mais prevalente nesses surtos. Em caso de circulação do vírus, existe o risco de contaminação esporádica de humanos, principalmente pela exposição a aves infectadas ou ambientes contaminados. O controle da doença em animais é, portanto, crucial para diminuir os riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo uma atuação integrada das vigilâncias animal e humana.
Em 2026, foram registrados três focos suspeitos de aves, todos descartados para Influenza Aviária (H5N1), e não houve casos humanos suspeitos da doença.
Fonte: Bahia Notícias

