Alexandre de Moraes classifica investigação de André Mendonça como ilegal
Por: Redação
15/09/2026 • 08h25
Alexandre de Moraes se manifestou contra a investigação conduzida por André Mendonça, alegando ilegalidade e motivação política para as acusações. O STF irá analisar o caso nesta terça-feira (15).
Na noite de segunda-feira (14), véspera do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes enviou uma manifestação na qual considera a investigação liderada por André Mendonça como ilegal. Ele nega as acusações que lhe foram atribuídas e afirma que as evidências são infundadas, ligando os ataques a interesses políticos.
O plenário do STF deve discutir nesta terça-feira (15) um relatório da Polícia Federal acerca de mensagens relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e avaliar se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação contra Moraes. Esta é a primeira vez que o ministro se posiciona publicamente sobre as suspeitas que surgiram em investigações envolvendo Vorcaro.
Na petição endereçada ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes refutou todas as acusações, assegurando que nunca favoreceu o Banco Master ou seu proprietário, Vorcaro, e confirmou que não participou de processos que envolvessem o banqueiro ou a instituição. Ele também descreveu as alegações como tentativas de responsabilizá-lo por anotações feitas por terceiros, afirmando que a ofensiva tem um viés político-eleitoral.
Moraes argumenta que a investigação de Mendonça é ilegal, pois foi iniciada sem solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal, além de não ter autorização do plenário do STF. "O ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal", disse.
Ele também destacou que o relatório não apresenta indícios concretos de infração penal de sua parte, baseando-se apenas em anotações do celular de Vorcaro. Moraes afirmou que não tinha conhecimento da Operação Compliance e que não vazou informações sobre a investigação. Segundo ele, a prisão de Vorcaro ocorreu quando ele se preparava para embarcar com um passaporte verdadeiro, o que indica que não tinha conhecimento de um mandado judicial contra ele.
Outro ponto levantado por Moraes é a falta de evidências concretas. Ele afirmou que o relatório não contém mensagens que indiquem favorecimento ao Banco Master ou consultoria jurídica. Além disso, criticou a metodologia utilizada na elaboração do relatório, alegando que as provas não foram preservadas adequadamente e que as conclusões foram formadas a partir de interpretações e não de uma análise técnica.
Fonte: Bahia Notícias

