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A oposição brasileira e baiana busca se distanciar do bolsonarismo

Por: Redação

03/11/2026 • 07h30

A oposição a Lula enfrenta desafios após a influência do bolsonarismo nas eleições, buscando novas formas de se reposicionar.

A oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva está em um momento de reflexão após a forte influência do bolsonarismo nas eleições de 2026. A tentativa de capitalizar a insatisfação com Lula levou à escolha de Flávio Bolsonaro (PL) como candidato da direita democrática, uma decisão que se mostrou equivocada. Apenas 48 horas após o segundo turno, Flávio Bolsonaro se afastou, deixando cerca de 60 milhões de votos sem representação.

No cenário baiano, a oposição enfrentou grandes dificuldades na segunda fase do pleito, cujos impactos ainda são difíceis de avaliar. Enquanto os apoiadores mais radicais do bolsonarismo faziam campanha para o candidato do PL no primeiro turno, ACM Neto (União), principal figura da oposição na Bahia, se aliou a Flávio Bolsonaro em um momento em que as opções eram limitadas. Ele foi derrotado novamente por Jerônimo Rodrigues (PT), que agora governa sem estar vinculado a Lula.

Após essa derrota, ACM Neto percebeu que uma nova ausência política poderia criar um vazio de poder que o afastaria ainda mais do cenário político. Diferentemente de 2022, quando ficou afastado por um longo período, ele agora parece determinado a se reposicionar, anunciando que está "arrumando a casa" para futuras etapas, embora seus planos ainda não estejam claros. Contudo, sua imagem de moderado pode ter sido afetada pela aliança com Flávio Bolsonaro, à medida que surge uma nova liderança que promete simbolizar tanto o antipetismo quanto o antibolsonarismo.

A oposição em nível nacional também tem a chance de se distanciar do golpismo, especialmente após a "carta renúncia" de Flávio Bolsonaro. A direita democrática, da qual ACM Neto é parte, pode recuperar o protagonismo perdido desde a ascensão de Jair Bolsonaro. No entanto, essa trajetória será marcada por sua recente adesão a Flávio, o que poderá ser explorado pelo lulopetismo, que se fortalece tanto local quanto nacionalmente.

Há várias figuras que começam a disputar o espaço deixado pela crise do bolsonarismo, como Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O caminho para 2030 é longo, especialmente para uma oposição que não enfrentará diretamente Lula.

Fonte: Bahia Notícias