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Bahia dá passo histórico e articula produção própria de remédios contra o câncer

Missão internacional de Jerônimo Rodrigues na Ásia busca tecnologia de ponta para reduzir custos no SUS e fortalecer a indústria farmacêutica baiana

Por: Redação

19/02/202617h12

Foto: Joá Souza/GOVBA

A Bahia se prepara para entrar em um novo patamar na área da saúde pública. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou, nesta quarta-feira (18), que o estado está articulando parcerias internacionais para viabilizar a produção inédita de medicamentos oncológicos em território baiano. A declaração foi feita durante coletiva no bairro de Ondina, em Salvador, ao apresentar o balanço oficial do Carnaval de 2026.

A iniciativa integra uma missão internacional estratégica que inclui agendas na Índia e na Coreia do Sul, dois polos globais de tecnologia farmacêutica e inovação. Durante a viagem, o governador também deverá se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpre compromissos em Nova Délhi nas áreas de Inteligência Artificial e minerais críticos.

Jerônimo permanece na Índia até sábado (21) e, no domingo (22), segue para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda até terça-feira (24).

O foco da missão é consolidar acordos com duas indústrias farmacêuticas, uma indiana e outra sul-coreana para transferência de tecnologia à Bahiafarma, laboratório público estadual.

A proposta prevê uma Parceria Público-Privada (PPP) que permitirá utilizar a estrutura da fundação para fabricar medicamentos contra o câncer na própria Bahia, reduzindo a dependência de importações e ampliando a autonomia produtiva do estado e do Brasil.

Segundo Jerônimo, as negociações já avançaram em reuniões realizadas em São Paulo, quando representantes das empresas visitaram as instalações da Bahiafarma.

“Com esse acordo, poderemos utilizar as instalações da Bahiafarma para produzir medicamentos contra o câncer aqui. É um passo decisivo para a soberania na área da saúde”, destacou o governador.

A expectativa é que ainda este ano sejam iniciadas as produções de medicamentos voltados ao tratamento de câncer de mama, pulmão e colo do útero, com fornecimento direto ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Hoje, segundo o governador, algumas medicações chegam a custar entre R$ 17 mil e R$ 20 mil por caixa. Com a produção local, o valor poderá cair para cerca de R$ 10 mil ou R$ 11 mil, uma redução significativa para os cofres públicos.

Além da economia, o projeto deve gerar empregos qualificados, estimular o desenvolvimento tecnológico e consolidar a Bahia como referência nacional na indústria farmacêutica pública.

A agenda na Coreia do Sul também inclui visita à sede da multinacional Samsung, onde o governador buscará parcerias em tecnologias aplicadas ao diagnóstico e ao tratamento médico.

A movimentação internacional reforça a estratégia do governo estadual de atrair investimentos, incorporar inovação e posicionar a Bahia como polo estratégico de saúde, ciência e tecnologia no Brasil.

Com a iniciativa, o estado dá um passo concreto rumo à modernização da saúde pública, ampliando o acesso a tratamentos e fortalecendo sua capacidade industrial.