APLB aprova paralisação em Salvador no dia 10 de junho e cobra cumprimento de acordo com a Prefeitura
Em assembleia com participação da categoria, professores decidiram por mobilização e voltam a pressionar gestão municipal por direitos e valorização profissional
Por: Redação
02/06/2026 • 16h05 • Atualizado
A força da mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede municipal de Salvador ficou evidente na assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira (02), no Ginásio de Esportes dos Bancários. Com participação expressiva da categoria, o encontro reafirmou a disposição de luta em defesa dos direitos da educação e do cumprimento dos compromissos firmados com a gestão municipal.
Durante a assembleia, o coordenador-geral da APLB-Sindicato, professor Rui Oliveira, destacou a importância da unidade da categoria neste momento de mobilização e cobrou o cumprimento integral do acordo firmado entre a Prefeitura de Salvador e os profissionais da educação durante a greve do ano passado.
“A categoria está dando mais uma demonstração de maturidade, unidade e disposição para o diálogo. No entanto, é preciso deixar claro que a nossa paciência tem limites. O acordo firmado durante a greve do ano passado precisa ser cumprido integralmente pela Prefeitura. Os trabalhadores e trabalhadoras da educação não podem continuar acumulando prejuízos enquanto aguardam respostas que já deveriam ter sido dadas. Caso a gestão municipal permaneça descumprindo os compromissos assumidos, a categoria poderá discutir e deliberar, democraticamente, pela retomada da greve na Rede Municipal de Salvador. Nossa luta é para garantir direitos, recuperar tudo o que foi retirado da educação e assegurar o respeito aos profissionais que constroem diariamente a escola pública da nossa cidade”, afirmou.
Como encaminhamento, foi aprovada pela maioria dos presentes a realização de uma paralisação da rede municipal no próximo dia 10 de junho, com concentração na Praça Municipal, às 9h, em frente à Prefeitura de Salvador. A atividade será marcada pelo “Forró da Educação”, um ato público de protesto e mobilização.
Ao final da assembleia, os trabalhadores realizaram uma caminhada até a sede da Prefeitura, em demonstração de unidade e pressão pela valorização profissional e pelo cumprimento dos direitos acordados.
A categoria também debateu o calendário letivo de 2026, defendendo o respeito ao recesso escolar e a não imposição de prejuízos aos profissionais da educação. Segundo os trabalhadores, não será aceito um calendário que comprometa esse direito.
A mobilização, conduzida pela APLB-Sindicato em conjunto com a categoria, tem como objetivo cobrar o cumprimento dos acordos firmados e defender a valorização da carreira docente, melhores condições de trabalho e a qualidade da educação pública no município.
Estiveram presentes na assembleia parlamentares como a vereadora Aladilce Souza, a deputada federal Alice Portugal, o deputado Hilton Coelho e o vereador Hamilton Assis.

