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Bahia reage a novo tarifaço dos EUA e cobra ampliação de isenções para exportações

Estado e FIEB afirmam que medidas podem atingir um terço das vendas baianas ao mercado norte-americano e defendem negociação para proteger empregos e setores estratégicos

Por: Redação

27/07/202610h12

Foto: Divulgação/Raí Vitor/GOVBA

O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) divulgaram, nesta sexta-feira (24), uma nota conjunta em que criticam as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As entidades alertam que a combinação das alíquotas adicionais de 25% e 12,5% poderá afetar cerca de um terço das exportações baianas destinadas ao mercado norte-americano.

De acordo com levantamento baseado nas exportações de 2025, aproximadamente US$ 273,1 milhões em mercadorias produzidas na Bahia permanecem sujeitos às novas cobranças, o equivalente a 33,2% dos US$ 821,4 milhões exportados pelo estado aos Estados Unidos.

Segundo o documento, os maiores impactos recaem sobre as cadeias de papel e celulose, borracha e plásticos e produtos químicos, que concentram quase 90% do valor das exportações atingidas. A nota também destaca prejuízos para os segmentos de calçados e couro, importantes geradores de emprego no interior da Bahia.

No texto, o Governo do Estado e a FIEB classificam as medidas como unilaterais e afirmam que elas prejudicam relações comerciais consolidadas ao longo de décadas, além de elevar custos para empresas, trabalhadores e consumidores.

A manifestação também demonstra preocupação com a nova tarifa de 12,5% anunciada pelo governo do presidente Donald Trump no âmbito de um pacote global de medidas comerciais voltadas a cerca de 60 parceiros dos Estados Unidos. Com isso, o Brasil passa a acumular novas sanções tarifárias sobre produtos exportados ao país.

Pleitos apresentados

Na nota conjunta, o Governo da Bahia e a FIEB reafirmam apoio às negociações conduzidas pelo Governo Federal e defendem que a solução para o impasse ocorra por meio do diálogo diplomático.

Entre os principais pleitos apresentados estão a reinclusão da celulose solúvel na lista de produtos isentos, a inclusão de pneumáticos, produtos químicos e petroquímicos nas próximas rodadas de negociação, além da adoção de medidas para proteger o mercado interno desses setores.

As entidades também pedem a manutenção das isenções já concedidas para produtos considerados estratégicos para a economia baiana, como celulose branqueada, cacau e derivados, combustíveis, frutas irrigadas e café.

Defesa da indústria

O governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, afirmam que Estado e setor industrial atuarão de forma conjunta para defender a competitividade da indústria baiana, preservar empregos e apoiar as negociações com o governo norte-americano.

A nota também convida empresas afetadas pelas novas tarifas a informar os impactos sobre contratos, pedidos, produção e postos de trabalho. Segundo o documento, essas informações servirão de base técnica para fortalecer os pleitos da Bahia nas negociações em andamento.