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Aladilce aponta demora de 14 anos para abertura de maternidade municipal em Salvador

Vereadora critica falta de prioridade na gestão da saúde e diz que estrutura inaugurada seria adaptação de unidade já existente

Por: Redação

17/04/202617h02

Foto: Antonio Queirós/CMS

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou o tempo de espera para a entrega da primeira maternidade municipal de Salvador e afirmou que o equipamento levou cerca de 14 anos para sair do papel. Embora reconheça a importância da unidade para a rede pública de saúde, ela questiona a forma como o projeto foi conduzido ao longo das últimas gestões.

“Embora um equipamento tão demandado para a rede pública de saúde, só agora a população da capital baiana foi contemplada com a primeira maternidade municipal em 477 anos. E nem foi construção, foi adaptação de um hospital já existente”, afirmou a parlamentar.

Aladilce, que é enfermeira, mestre em Saúde Coletiva e professora da UFBA, também é autora da Lei Maternidade Certa, que garante às gestantes o direito de saber durante o pré-natal onde irão realizar o parto. Ela lembra ainda que, segundo a Lei 8.080, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS), Salvador está enquadrada desde 2006 na condição de Gestão Plena, o que implica responsabilidade integral na oferta de serviços de saúde.

A vereadora argumenta que a ausência de prioridade das gestões municipais contribuiu para o atraso na ampliação da rede de maternidades. Em contraponto, ela cita investimentos do governo estadual na capital baiana.

“Não fossem as 13 maternidades que o governo do estado mantém em Salvador, nós estaríamos em má situação. É preciso deixar claro que não houve prioridade das seguidas gestões. Há necessidade de mais leitos de maternidade para a população, mas a prefeitura nunca priorizou, apesar de ter recebido quase R$ 710 milhões de transferência do governo federal para financiar a atenção à saúde da população de Salvador”, declarou.