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ACM Neto e Bruno Reis usaram helicóptero de banqueiro preso pela PF

Episódio reacende debate sobre relações entre políticos baianos e empresários investigados, ampliando pressão por transparência

Por: Redação

21/11/202510h42Atualizado

Foto: Divulgação/Democratas

Sinal de alerta na política baiana, o vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, utilizaram um helicóptero emprestado pelo ex-CEO do Banco Master, Augusto Lima, para cumprir agenda no interior da Bahia horas antes de o executivo ser preso pela Polícia Federal. A informação foi revelada pelo Metrópoles e reacendeu debates sobre a relação de figuras centrais da política baiana com empresários investigados por supostos crimes financeiros.

A operação que deteve Augusto Lima também prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ambos investigados por suspeita de fraudes bancárias, segundo a PF. O episódio lança nova luz sobre as conexões do alto escalão político com setores do mercado financeiro que, neste caso, estão no centro de uma investigação federal.

O helicóptero cedido pelo executivo transportou ACM Neto e Bruno Reis para Conceição do Coité, onde participaram do evento Natal Luz. Nas redes sociais, Neto divulgou imagens ao lado de aliados, como o ex-ministro João Roma e o ex-deputado Cacá Leão, mas não mencionou a origem da aeronave.

Até o momento, as assessorias de ACM Neto e Bruno Reis não se manifestaram. Em contextos políticos sensíveis, o silêncio costuma falar alto e, neste caso, amplia a percepção de que há pontos a serem esclarecidos, reforçando o clima de opacidade que envolve o episódio.

A proximidade entre os políticos e Augusto Lima, agora investigado por crimes financeiros, levanta questionamentos políticos e éticos. A utilização de aeronave emprestada por um banqueiro que viria a ser preso dias depois expõe, no mínimo, falta de cautela e fragilidade nos critérios de associação adotados por lideranças que se apresentam como defensoras de transparência e boa gestão pública.

Apesar de a viagem ter ocorrido antes das prisões, o caso amplia o debate sobre a permeabilidade da política baiana às relações com empresários investigados ou envolvidos em esquemas sob escrutínio federal.

ACM Neto segue como pré-candidato ao governo da Bahia, e o episódio surge em um momento estratégico, quando alianças e narrativas eleitorais começam a se fortalecer. A revelação pode alimentar críticas de adversários e pressionar a campanha a esclarecer vínculos, critérios de relacionamento e eventuais benefícios oferecidos ou recebidos.

Até que haja explicações públicas, permanece a pergunta: por que uma das principais lideranças políticas do estado utilizou a aeronave de um banqueiro que seria preso dias depois por suspeita de fraude?

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