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Wagner rejeita “Pix Saúde” e cobra mais recursos para a saúde pública

Petista diz que modelo defendido por ACM Neto não substitui a ampliação da estrutura do SUS na Bahia

Por: Redação

27/07/202614h01

Foto: Reprodução/Instagram @jaqueswagner | Ulices Dumas

O senador Jaques Wagner (PT) fez críticas à proposta do candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), que prevê a criação do chamado "Pix Saúde". A iniciativa propõe que o Estado repasse recursos para que pacientes possam realizar consultas e exames na rede privada quando não houver atendimento disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na avaliação de Wagner, os recursos públicos destinados à saúde devem priorizar o fortalecimento da rede estadual. Segundo ele, o foco deve estar na ampliação da infraestrutura do SUS, com investimentos em novas unidades, serviços e no aumento da capacidade de atendimento à população.

"Eles disseram que vão fazer um PIX Saúde, como fazem o Pix da Creche. O cara tem R$ 1 bilhão por ano de orçamento e, ao invés de fazer creche para nossas crianças, dá às famílias um Pix de R$ 50. O governador Jerônimo Rodrigues criou 15 hospitais novos na Bahia, nosso time entregou 27 policlínicas e estamos avançando e produzindo saúde em toda a Bahia", declarou o senador.

Dados apresentados pelo grupo político de Wagner apontam que, durante as gestões de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, foram entregues 40 hospitais em todo o estado, além da criação de mais de 6 mil novos leitos na rede pública.

O levantamento também informa que as 27 policlínicas regionais implantadas na Bahia já contabilizam mais de 8 milhões de atendimentos desde o início de suas atividades. Outro dado divulgado pelo governo estadual é que a Bahia alcançou, nos últimos três anos, cobertura integral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com mais de 500 ambulâncias distribuídas entre os municípios.

A proposta do "Pix Saúde", defendida por ACM Neto, prevê a utilização de recursos públicos para custear consultas e exames na rede privada sempre que houver demora ou indisponibilidade desses serviços pelo SUS.