Quinta-feira, 18 de junho de 2026Sobre nósFale conosco
Camara de salvador 2

Início

Notícias

Vereadora Eliete Paraguassu cobra ações...

Vereadora Eliete Paraguassu cobra ações efetivas após decreto de emergência em São Tomé de Paripe

Parlamentar afirma que comunidade segue sem assistência cinco meses após crise socioambiental e critica lentidão na execução das medidas anunciadas

Por: Redação

18/06/202612h03

Foto: Divulgação/Assessoria da Vereadora/Dora Santos

A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) voltou a cobrar, na sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador desta quarta-feira (17), a implementação efetiva das medidas previstas no decreto de situação de emergência para a comunidade de São Tomé de Paripe, atingida por uma crise socioambiental e de saúde pública.

Segundo a parlamentar, apesar da publicação do decreto pela Prefeitura de Salvador no dia 8 de junho, as ações ainda não saíram do papel, enquanto a população segue enfrentando dificuldades.

“Não basta decretar emergência. É preciso fazer o decreto valer na vida das pessoas. A comunidade continua enfrentando os impactos da contaminação, sem respostas concretas e sem a assistência necessária para enfrentar esse momento tão difícil”, afirmou.

Eliete destacou que a efetivação do decreto é fundamental para destravar ações conjuntas entre os governos municipal, estadual e federal. De acordo com ela, existem políticas emergenciais já disponíveis, mas que dependem de encaminhamentos administrativos da Prefeitura para chegar às famílias atingidas.

Entre as medidas aguardadas está a distribuição de 1.200 cestas básicas, articuladas junto ao Governo Federal. A vereadora também lembrou que, desde o início da crise, houve apenas uma entrega parcial de cestas básicas à comunidade, número considerado insuficiente diante da gravidade da situação.

“A situação exige urgência. São cinco meses de calamidade pública, com impactos na saúde, na renda e na vida das famílias. Não podemos aceitar que o reconhecimento da emergência fique apenas no papel enquanto a população segue desassistida”, declarou.

Durante o pronunciamento, a vereadora fez um apelo aos vereadores da base governista para que reforcem a cobrança junto ao Executivo municipal e ajudem a acelerar a execução das medidas emergenciais.

Eliete também citou ações do Governo Federal, destacando a atuação dos ministérios da Pesca e Aquicultura, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Cultura.

Crise atingiu pescadores e marisqueiras

A crise em São Tomé de Paripe começou após a identificação de uma contaminação na faixa costeira da região, com impactos ambientais, econômicos e sociais. Pescadores, pescadoras, marisqueiras, comerciantes e demais moradores que dependem da atividade pesqueira foram diretamente afetados.

Nos últimos meses, o Mandato Popular das Águas, liderado por Eliete Paraguassu, tem acompanhado a situação com visitas ao território, articulação com órgãos públicos e realização de audiências para cobrar providências dos governos.

Segundo a vereadora, essas ações contribuíram para o reconhecimento oficial da emergência pela Prefeitura. No entanto, ela ressalta que o decreto precisa ser acompanhado de medidas concretas de assistência social, saúde, segurança alimentar, reparação econômica e recuperação ambiental.

“Quando uma comunidade passa cinco meses enfrentando uma calamidade sem a resposta necessária do poder público, estamos falando também de desigualdade e de racismo ambiental. As famílias de São Tomé de Paripe não podem continuar esperando. O decreto foi um passo importante, mas agora é preciso garantir que a reparação chegue a quem foi afetado”, concluiu.