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Vereadora aponta baixa execução orçamentária e cobra explicações da gestão municipal

Segundo Marta Rodrigues, apenas 87% do orçamento autorizado para 2025 foi aplicado; Transporte teve execução de R$ 209 milhões dos R$ 656 milhões previstos

Por: Redação

03/03/202612h01

Foto: Antonio Queirós

A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou, nesta segunda-feira (2), o que classificou como falta de prioridade e de compromisso com o planejamento por parte da Prefeitura de Salvador na execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.

De acordo com levantamento apresentado pelo mandato da parlamentar, o percentual geral executado no exercício foi de 87% do total autorizado na LOA, índice que, segundo ela, é o menor dos últimos anos. Para Marta, o dado levanta questionamentos sobre a condução das políticas públicas na capital baiana.

“Quando a gestão não consegue executar aquilo que ela mesma planejou e enviou para a Câmara, é preciso avaliar se houve superestimação do orçamento ou dificuldades administrativas para transformar previsão em investimento concreto”, afirmou.

Entre as áreas com maior diferença entre o valor autorizado e o efetivamente aplicado está o setor de Transporte. A LOA 2025 previa R$ 656 milhões, mas apenas R$ 209 milhões foram executados.

Na avaliação da vereadora, o cenário impacta diretamente a qualidade dos serviços prestados à população, especialmente em um momento de debates sobre mobilidade urbana e subsídios ao sistema.

“O orçamento é uma peça técnica, debatida e aprovada. Se não está sendo executado conforme previsto, a população precisa saber quais são as prioridades reais da Prefeitura e onde estão ocorrendo os remanejamentos”, questionou.

No Urbanismo, o orçamento autorizado era de R$ 2,154 bilhões, com execução de R$ 2,066 bilhões. Já no Saneamento, dos R$ 34 milhões previstos, foram aplicados R$ 13 milhões.

A Assistência Social também apresentou diferença significativa: dos R$ 438 milhões autorizados, R$ 326 milhões foram executados. Segundo Marta, a redução afeta diretamente a população em situação de vulnerabilidade.

Outras pastas citadas pela vereadora incluem Reparação, com R$ 3,784 milhões executados de um total de R$ 13,515 milhões previstos, e Cultura, que teve R$ 91 milhões aplicados dos R$ 170 milhões autorizados.

Segundo a parlamentar, além dessas áreas, outras 19 pastas da administração municipal também não alcançaram o percentual previsto na LOA. Para ela, o cenário demonstra um descompasso entre planejamento orçamentário e execução prática ao longo de 2025.