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Suspeita de esquema milionário na Prefeitura de Salvador exige transparência e investigação ampla, afirma vereadora

Aladilce Souza cobra rigor nas apurações sobre contratos que teriam movimentado mais de R$ 38 milhões e questiona continuidade de agentes públicos em diferentes gestões municipais

Por: Redação

14/07/202611h01

Foto: Paulo M. Azevedo/CMS

A revelação de uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre um suposto esquema envolvendo fraudes em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção na Prefeitura de Salvador provocou reação no meio político. A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) defendeu uma apuração rigorosa dos fatos e cobrou transparência da administração municipal diante das suspeitas que envolvem contratos superiores a R$ 38 milhões em recursos públicos.

Segundo a parlamentar, as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) precisam avançar para identificar todos os envolvidos e interromper completamente o que classificou como uma possível organização criminosa instalada dentro da estrutura pública.

“Esse esquema de fraudes licitatórias, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção precisa ser apurado com todo o rigor que o caso exige. São mais de R$ 38 milhões de recursos públicos envolvidos e a prefeitura tem que agir com transparência, abrindo todas as informações para permitir que a investigação desarticule totalmente o esquema criminoso”, declarou.

A operação contou com a participação de agentes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil da Bahia, reforçando a dimensão da apuração. A Justiça determinou o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária, Luciano Sandes, responsável pelas Prefeituras-Bairro, além de outros servidores ligados aos órgãos investigados.

A vereadora também criticou o histórico de atuação dos agentes públicos citados na investigação e chamou atenção para a permanência de nomes em diferentes administrações municipais. Segundo ela, o fato de integrantes apontados na operação terem participado de gestões anteriores e continuarem ocupando funções estratégicas levanta questionamentos sobre a fiscalização interna da prefeitura. “Há muito tempo estamos denunciando irregularidades na gestão, principalmente relacionadas ao planejamento urbano de Salvador”, afirmou Aladilce.

Para a vereadora, a suspeita de que as práticas investigadas tenham ocorrido por mais de uma década aumenta a necessidade de aprofundamento das apurações. Ela destacou que Luciano Sandes já havia integrado o governo do ex-prefeito ACM Neto e permaneceu na gestão do atual prefeito Bruno Reis. “É no mínimo suspeito que esse esquema tenha passado da gestão de ACM Neto para a de Bruno Reis sem despertar a desconfiança”, disse.

A investigação do Ministério Público segue em andamento, e os citados nas apurações ainda terão direito à defesa e ao contraditório conforme o avanço do processo.