Roberta Santana rebate ACM Neto e diz que saúde da Bahia não pode ser tratada com “frases de efeito”
Secretária estadual da Saúde afirma que números e entregas da gestão estadual contradizem críticas da oposição e destaca expansão da rede hospitalar, leitos e atendimento especializado no interior
Por: Redação
14/07/2026 • 12h02
A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, reagiu nesta terça-feira (14), em vídeo publicado nas redes sociais, às declarações do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que afirmou que, caso assuma o governo estadual, terá como prioridade ampliar a oferta de hospitais no interior, leitos de UTI, serviços especializados e atendimento oncológico fora da capital.
Em resposta, Roberta afirmou que o debate sobre saúde pública deve ser baseado em dados, investimentos e resultados concretos. A secretária também criticou o que classificou como um discurso distante da realidade da rede estadual.
“Saúde pública se faz com responsabilidade, trabalho e resultados. Não com frase de efeito”, declarou.
Segundo Roberta Santana, as gestões estaduais dos últimos anos promoveram uma expansão da estrutura hospitalar da Bahia, com a entrega de novas unidades e ampliação da capacidade de atendimento. Ela citou as administrações dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, além do atual governador Jerônimo Rodrigues, como responsáveis pela expansão da rede.
“Enquanto Salvador levou décadas para fazer um único hospital, Wagner entregou 5 unidades. Rui, 19 hospitais. Jerônimo, em menos de 4 anos, já entregou 15 novos hospitais”, afirmou.
A secretária também destacou a ampliação do número de leitos durante a atual gestão estadual. “Só no governo Jerônimo, são cerca de 6 mil novos leitos para a população. Quanto você fala, Jerônimo faz”, disse, em uma crítica direta ao ex-prefeito.
Roberta afirmou ainda que a saúde pública precisa de avanços permanentes, mas defendeu que as críticas sejam acompanhadas de propostas concretas. Para ela, o uso do tema apenas no debate político não contribui para a melhoria dos serviços oferecidos à população.
“Uma coisa é reconhecer que a saúde precisa avançar sempre. E temos clareza disso. Por isso, temos feito tanto. E faremos muito mais. Outra coisa é ficar de conversinha, distorcer a realidade e usar a saúde pública como palanque, ainda mais quando não se tem propostas concretas”, declarou.
Durante a manifestação, a secretária também questionou críticas relacionadas a unidades hospitalares específicas e citou o Hospital Municipal de Cajazeiras, em Salvador, ao afirmar que o equipamento não estaria funcionando plenamente.
“Por que o hospital que fica em Cajazeiras está de porta fechada?”, questionou Roberta Santana ao encerrar sua manifestação.

