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Projeto da EJA estadual da Bahia conquista segundo lugar em prêmio nacional de cidadania digital

Iniciativa desenvolvida em escola do campo, em Seabra, une letramento digital, identidade e saberes ancestrais

Por: Redação

11/02/202609h47

Foto: Divulgação/Safernet Brasil

O projeto desenvolvido com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos, no município de Seabra, conquistou o segundo lugar no Prêmio Cidadania Digital em Ação 2025. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (10), pela SaferNet Brasil, organização referência na promoção do uso seguro e responsável da internet, em alusão ao Dia da Internet Segura.

A iniciativa nasceu a partir da realidade dos educandos da EJA e foi estruturada com metodologias participativas que integraram educação digital, território, identidade e inclusão. Durante o desenvolvimento das atividades, os estudantes produziram jogos educativos físicos e digitais, além de um livro construído com base em memórias e saberes ancestrais da comunidade.

O objetivo foi fortalecer o letramento digital, ampliar a autonomia dos participantes e reforçar o sentimento de pertencimento. A proposta também buscou demonstrar que a inclusão digital vai além do acesso à tecnologia, envolvendo formação crítica e valorização das histórias e vivências locais.

Para a professora Tatiana Santos Oliveira, responsável pelo projeto, o reconhecimento nacional evidencia a potência da EJA como espaço de transformação social. “Esta conquista mostra que nossos estudantes do campo, quilombolas e trabalhadores são capazes de aprender, criar e ocupar os espaços digitais com consciência crítica, provando que a Educação de Jovens e Adultos é um território de possibilidades, recomeços e sonhos”, destacou.

O prêmio tem como objetivo reconhecer práticas educativas inovadoras que promovem a cidadania digital em todo o país. O primeiro lugar foi conquistado pelo professor Tiago Nunes Severino, de Minas Gerais, com o projeto “Fotonovelas”. A terceira colocação ficou com uma professora baiana da rede municipal de ensino, com a produção de vídeos.

O resultado reforça o protagonismo da rede estadual da Bahia na promoção de práticas pedagógicas que articulam tecnologia, inclusão e valorização das identidades locais, ampliando horizontes para jovens e adultos em processo de escolarização.