Quinta-feira, 26 de março de 2026Sobre nósFale conosco
Camara salvador

Início

Notícias

Professores acusam Bruno Reis de descump...

Professores acusam Bruno Reis de descumprir acordos e ameaçam nova greve em Salvador

Categoria denuncia promessas não cumpridas, critica mudanças salariais e intensifica pressão sobre a prefeitura com paralisações e protestos

Por: Redação

25/03/202616h03

Foto: Reprodução/Instagram @aplbsindicatobahia

Professores da rede municipal de Salvador voltaram a cruzar os braços nesta quarta-feira (25) e ocuparam as ruas do centro da cidade em mais um capítulo do impasse com a gestão do prefeito Bruno Reis. A mobilização, que teve início na Praça da Piedade e seguiu até a Praça Municipal, escancara um cenário de insatisfação crescente e de desgaste nas relações entre a categoria e a prefeitura.

No centro das críticas está o que os professores classificam como descumprimento de acordos firmados após a longa greve de 2025, quando as aulas ficaram suspensas por mais de dois meses. Um dos principais pontos é a promessa de climatização das escolas municipais, medida considerada essencial diante das altas temperaturas da capital baiana, mas que, segundo os educadores, segue longe de ser efetivada.

Além da infraestrutura precária, a categoria também denuncia mudanças na forma de pagamento de uma gratificação de 45%. De acordo com os manifestantes, a prefeitura incorporou o valor ao salário-base sob o argumento de adequação ao teto salarial, mas a alteração teria resultado, na prática, em perdas e distorções na remuneração.

O protesto desta quarta não foi apenas um ato simbólico. Representa um aviso claro de que a paciência da categoria está se esgotando. Durante a manifestação, professores sinalizaram a possibilidade concreta de novas paralisações e até a deflagração de uma greve, caso não haja avanço nas negociações.

A postura da gestão municipal, até agora, é vista pelos profissionais como distante e pouco sensível às demandas da educação pública. Enquanto isso, estudantes e famílias permanecem no meio de um conflito que ameaça, mais uma vez, comprometer o calendário escolar.

Sem diálogo efetivo e soluções concretas, o risco de repetição do cenário de 2025 deixa de ser apenas uma hipótese e passa a se desenhar como uma possibilidade real no horizonte da educação municipal.