Prefeitura de Lauro de Freitas anula seleção REDA na Educação e provoca revolta entre candidatos
Falhas no sistema, falta de planejamento e histórico de problemas geram críticas à gestão municipal
Por: Redação
28/01/2026 • 10h08
A anulação do Processo Seletivo REDA 2026 para a área da Educação pela Prefeitura de Lauro de Freitas acendeu um novo capítulo de insatisfação popular no município. A decisão, anunciada pela gestão da prefeita Débora Régis (União Brasil), foi justificada por supostas falhas no sistema eletrônico de inscrições, mas acabou expondo fragilidades administrativas recorrentes e provocando forte reação de candidatos e internautas.
Segundo a Secretaria Municipal da Educação (SEMED), problemas técnicos comprometeram a lisura do processo seletivo. Um parecer jurídico da Procuradoria-Geral do Município (PGM) apontou inconsistências como erros no armazenamento de documentos anexados, falhas na emissão de comprovantes de inscrição e irregularidades na numeração de identificação dos candidatos, situações que colocaram em xeque a confiabilidade de toda a seleção.
O comunicado oficial, no entanto, não foi suficiente para conter a revolta. As redes sociais da Prefeitura rapidamente se encheram de comentários críticos, muitos deles apontando desorganização e repetição de erros históricos. “Lauro de Freitas sendo Lauro de Freitas. Desorganização”, escreveu um internauta. Outro comentou: “Já começa do site para inscrição, péssimo! Ninguém sabe se a documentação anexada foi de fato salva ou não”.
Também houve cobranças mais duras, como pedidos para a convocação dos aprovados em concursos anteriores e críticas à continuidade dos problemas, independentemente da mudança de gestão. “Todo ano é isso, muda a gestão e continua a mesma coisa”, dizia um dos comentários.
Para tentar responder à crise, a SEMED informou que foi instaurado um processo administrativo, com a criação de uma comissão mista que inclui representantes da ASPROLF, sindicato dos trabalhadores em educação da rede municipal. O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) também foi comunicado sobre a anulação.
Em nota, a gestão municipal afirmou que “reforça seu compromisso com a transparência, a integridade e o respeito aos candidatos” e garantiu que uma nova data para a realização de outro processo seletivo já está sendo organizada. Ainda assim, para muitos candidatos que investiram tempo, recursos e expectativas na seleção, a promessa soa insuficiente diante dos transtornos causados.
O episódio reacende o debate sobre a precarização das contratações temporárias via REDA, a falta de planejamento na condução de seleções públicas e a necessidade de soluções definitivas, como a convocação de concursados. Enquanto isso, profissionais da educação seguem em clima de incerteza, e a Prefeitura enfrenta mais um desgaste político em meio a questionamentos sobre sua capacidade de gestão.

