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União Brasil autoriza filiados a integrar governo Lula

Por: Redação

29/10/2026 • 18h45

O partido, que havia rompido com a gestão petista em 2025, agora abre espaço para seus membros no governo.

O União Brasil decidiu liberar seus filiados para ocuparem cargos na administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida ocorre após o partido ter rompido com o governo e apoiado Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.

A informação deve ser oficializada na próxima semana pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda. A expectativa é que a autorização facilite o diálogo entre o governo e os núcleos do partido. O União Brasil está em federação com o PP, formando a União Progressista, que é considerada uma legenda próxima ao bolsonarismo.

Em setembro de 2025, a federação União-PP deixou o governo Lula, insatisfeita com a trajetória do presidente. Naquela época, foi determinado que os filiados com mandatos eletivos se afastassem de seus cargos, gerando divisões internas. O ex-ministro do Turismo, Celso Sabino, recusou-se a sair e acabou sendo expulso, mudando-se para o PDT.

Com a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, a expectativa era de que a federação União-PP recebesse cargos importantes, como o Ministério da Segurança Pública, que poderia ser destinado ao senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Contudo, após a reeleição de Lula, o foco do União Brasil passou a ser a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que conta com o apoio do governo.

Alcolumbre, aliado de Lula, conseguiu evitar o afastamento de ministros do STF, o que gerou descontentamento no PL, que busca assumir a presidência do Senado. A partir de 2027, o PL terá 121 deputados e 29 senadores, enquanto o União Brasil terá 46 cadeiras na Câmara. Com a base governista reduzida, o PT deve buscar uma aproximação com o União Brasil.

A decisão de Rueda de liberar os filiados para o governo também reflete um reposicionamento do partido, que busca se distanciar do bolsonarismo e se apresentar como uma alternativa de centro. Embora ainda não existam negociações concretas sobre a participação do União Brasil no governo, há expectativas de que o partido receba cargos na Esplanada.

O PP, presidido por Ciro Nogueira, ainda não definiu sua posição. Recentemente, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, também liberou seu partido, que optou por uma postura neutra durante a eleição presidencial, buscando ser favorecido na distribuição de cargos.

Fonte: Política Livre