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PGR investiga origem de áudio de Vorcaro sobre Lula

Por: Redação

09/10/2026 • 15h19

Procuradores suspeitam que gravação foi feita ilegalmente na prisão para prejudicar o ex-presidente na campanha.

Procuradores que acompanham as investigações envolvendo o Banco Master levantaram suspeitas sobre um áudio em que Daniel Vorcaro declara ter destinado recursos para um documentário sobre a vida de Lula. Eles acreditam que a gravação pode ter sido feita de forma ilegal na prisão, já que visitantes não podem levar gravadores ou celulares para o local.

No áudio, divulgado pela revista Veja, o ex-banqueiro menciona negociações com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, para o pagamento de propinas relacionadas a fundos de pensão de servidores federais. Parte dos R$ 30 milhões mencionados teria sido utilizada para financiar o filme "Lula", dirigido por Oliver Stone. No entanto, a equipe do cineasta negou ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou ter conhecimento da suposta solicitação.

A campanha de Lula refutou as alegações, sugerindo que o áudio pode ter sido adulterado e acionou a Polícia Federal para apurar a origem da gravação. Advogados que defendem Vorcaro também expressaram dúvidas sobre a legalidade do áudio, acreditando que ele poderia ter sido gravado há algum tempo e vazado intencionalmente com motivações eleitorais. Alguns suspeitam que agentes públicos ou membros da própria equipe de defesa possam estar envolvidos, ou que uma visita tenha conseguido burlar a segurança da prisão.

Enquanto estava na Polícia Federal, os advogados de Vorcaro podiam entrar com equipamentos para registrar depoimentos em potencial colaboração premiada. Na Papudinha, onde ele se encontra atualmente, há possibilidade de gravação de conversas por vídeo. Procuradores e advogados afirmaram que a informação sobre o financiamento do filme nunca foi apresentada em propostas de delação premiada, e nenhum áudio foi entregue à PGR.

Os advogados relataram que Vorcaro mencionou ter feito contribuições para filmes sobre Jair Bolsonaro, Michel Temer e Lula, mas sem apresentar detalhes ou provas, o que levou à exclusão dessas informações de suas propostas de delação. Após a divulgação do financiamento do filme "Dark Horse", sobre a vida de Bolsonaro, ele forneceu explicações à PGR, mas sem implicar Flávio Bolsonaro.

A PGR declarou que não houve depoimento oral de Vorcaro devido à rejeição de sua proposta de colaboração premiada, e que respeita o sigilo legal do processo. A Polícia Federal também negou que Vorcaro tenha prestado depoimento ou apresentado documentos relativos ao suposto financiamento do documentário "Lula".

Fonte: Política Livre