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Pazuello propõe anistia ampla em apoio a Flávio Bolsonaro

Por: Redação

12/10/2026 • 15h46

Eduardo Pazuello, aliado de Flávio Bolsonaro, sugere anistia para todos os envolvidos na tentativa de golpe, incluindo quem prendeu os golpistas.

O ex-ministro da Saúde e deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, propondo uma anistia ampla para todos os envolvidos na tentativa de golpe de Estado que resultou na prisão de Jair Bolsonaro e de outros militares. Pazuello, que foi demitido durante a gestão de Bolsonaro em meio à pandemia, é um dos poucos generais da reserva associados à campanha de Flávio, ao lado de Eliéser Girão (PL), reeleito deputado federal.

Durante uma entrevista, Pazuello destacou a necessidade de uma anistia que abrangesse tanto os golpistas quanto aqueles que os prenderam, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela prisão de Bolsonaro. Ele argumentou que a anistia deve ser uma solução para a polarização política no Brasil, lembrando a Lei de Anistia de 1979, que perdoou ações de repressão durante a ditadura militar.

Pazuello afirmou que o Brasil não pode continuar nesse "pingue-pongue" de acusações e defendeu que a anistia é uma saída honrosa para todos os lados. Ele também mencionou o papel da Venezuela sob a liderança de Delcy Rodríguez, destacando a liberação de presos políticos como um exemplo de pacificação nacional.

Embora tenha se mostrado otimista quanto à possibilidade de anistias, Pazuello não detalhou como isso se aplicaria aos casos de impeachment, especialmente em relação ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ele enfatizou que o foco deve ser a recuperação da convivência entre os brasileiros, sem detalhar quais seriam os limites da anistia proposta.

Além disso, Pazuello visitou o general Braga Netto, condenado por tentativa de golpe, afirmando que uma eventual anistia permitiria que os generais presos recuperassem o tempo perdido com suas famílias. A proposta de anistia ainda não foi discutida diretamente com Flávio Bolsonaro, mas Pazuello acredita que, se eleito, o filho de Jair Bolsonaro tomará medidas para anistiar seu pai.

Por fim, Pazuello mencionou que a opinião pública está dividida sobre a anistia a Bolsonaro, conforme pesquisas, o que pode influenciar a estratégia da campanha de Flávio nas próximas eleições.

Fonte: Política Livre