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Haddad apresenta propostas de segurança pública em São Paulo com foco em tecnologia

Por: Redação

10/08/202619h15

Fernando Haddad, candidato ao governo de SP, lançou um plano de segurança que prioriza o uso de inteligência artificial e cooperação entre órgãos.

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, apresentou nesta segunda-feira (10) um conjunto de propostas voltadas para a segurança pública. O plano, chamado "SP Protege", destaca a importância do tema na sua campanha e busca responder às preocupações da população, especialmente em um contexto onde a segurança é frequentemente abordada pela direita.

Entre as principais iniciativas do programa, estão a criação de um placar de segurança, que divulgará a cada três meses dados sobre a resolução de crimes, e o estabelecimento de uma agência estadual antifacção. Essa agência terá a missão de integrar esforços de órgãos estaduais e federais no combate ao crime organizado.

Haddad enfatizou que a segurança pública é uma das prioridades de sua campanha, especialmente considerando os desafios históricos enfrentados pela esquerda nesse setor. Uma pesquisa do Datafolha, realizada em maio, revelou que 16% dos eleitores consideram a segurança pública a área em que o governo Lula apresenta seu pior desempenho, seguido por saúde (15%) e economia (13%).

O plano de Haddad está estruturado em três eixos principais: recuperação do espaço público, proteção do espaço privado e combate ao crime organizado. A primeira parte visa o combate a crimes de rua, como furtos e roubos, utilizando inteligência artificial para analisar dados de câmeras e ocorrências, criando mapas de calor que indicam as áreas e horários mais críticos para a criminalidade.

Na proteção do espaço privado, Haddad pretende fortalecer a Delegacia da Mulher, aprimorando a categorização de casos e facilitando o acionamento da polícia em situações de violência doméstica. Uma plataforma de inteligência artificial será criada para classificar riscos e permitir intervenções preventivas.

Por fim, o combate ao crime organizado, especialmente ao que Haddad chama de "andar de cima" da criminalidade, será focado na desarticulação das lideranças de organizações criminosas. O ex-ministro mencionou a Operação Carbono Oculto como um exemplo de articulação entre diversas instituições para combater a lavagem de dinheiro e a infiltração do PCC no sistema financeiro. A nova agência antifacção terá um papel crucial na inteligência e investigação, visando a desarticulação do crime organizado e a destinação social de bens confiscados.

Fonte: Política Livre