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Governo dos EUA avalia novas sanções contra Moraes e aliados em meio a crise no STF

Por: Redação

10/09/202623h15

O Departamento de Estado dos EUA está preparado para adotar medidas contra autoridades brasileiras, incluindo Alexandre de Moraes, durante a crise no STF.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, está considerando a imposição de novas sanções a autoridades brasileiras em resposta à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo uma fonte do Departamento de Estado, as medidas já estão elaboradas e prontas para serem implementadas.

Entre os nomes monitorados está o ministro Alexandre de Moraes, além de outros integrantes do STF. A próxima sessão extraordinária do tribunal, marcada para o dia 15, é vista como crucial para essa avaliação, pois o presidente do STF, Edson Fachin, convocou o plenário para discutir um relatório da Polícia Federal que envolve Moraes em diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O resultado desse julgamento poderá levar à abertura de uma investigação contra Moraes ou à anulação do relatório.

O governo americano está atento aos desdobramentos da crise no STF, observando as manifestações e votos dos ministros na sessão do dia 15. A possibilidade de sanções pode ser concretizada por meio de diversas ferramentas, incluindo a Lei Magnitsky, que permite sanções financeiras. Em julho de 2025, Moraes já havia sido alvo de sanções sob essa lei, que foram suspensas no final do ano devido a uma aproximação entre os governos de Lula e Trump.

Nos últimos meses, aliados bolsonaristas, como Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro, têm pressionado por uma nova aplicação das sanções. Eles têm se articulado com membros da administração Trump e foram convidados para uma reunião no Departamento de Estado para discutir o assunto. Entretanto, a decisão final sobre a adoção de novas sanções será tomada por Trump, sem um cronograma definido.

Além disso, o governo americano está considerando o impacto político dessas sanções em meio à campanha eleitoral brasileira. Uma pesquisa recente, realizada pela McLaughlin & Associates, revelou que 53,3% dos eleitores acreditam que a possível retomada das sanções não afetaria seu voto. Por outro lado, 24,7% indicaram que ficariam mais inclinados a votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 18,2% disseram que isso aumentaria suas chances de votar em Lula.

Nas respostas sobre a responsabilidade pelas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, 32% culparam Lula e 25% a família Bolsonaro. A pesquisa também revelou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula na avaliação sobre quem estaria mais preparado para defender os interesses do Brasil nas relações com os Estados Unidos, com 44% para Flávio e 41% para Lula, considerando uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Fonte: Política Livre