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Governo dos EUA afirma que respeitará o resultado das eleições no Brasil se forem justas

Por: Redação

13/08/202619h00

O Departamento de Estado dos EUA nega interferência nas eleições brasileiras, mas condiciona apoio a um pleito livre e justo.

O governo dos Estados Unidos, através do Departamento de Estado, negou qualquer intenção de interferir nas eleições presidenciais do Brasil, afirmando que respeitará o resultado das urnas, desde que a disputa seja considerada "livre e justa". Essa declaração foi feita por autoridades do governo Donald Trump, que preferiram não ser identificadas, em resposta a perguntas de jornalistas brasileiros sobre as tensões políticas recentes entre os dois países.

Conforme a fonte, os EUA já mantiveram relações com diferentes governos brasileiros, tanto de esquerda quanto de direita, e esses relacionamentos foram, segundo a autoridade, "muito bem-sucedidos". No entanto, integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva suspeitam que a administração Trump esteja planejando questionar a transparência e a segurança do sistema eleitoral brasileiro, especialmente em relação às urnas eletrônicas.

O Itamaraty, por sua vez, negou vistos a dois diplomatas americanos, e a administração brasileira criticou o cancelamento do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, classificando a ação como ideológica. Em uma nota oficial, o Palácio do Planalto destacou o "interesse descabido" dos EUA em interferir na próxima eleição presidencial.

O presidente Lula, em eventos públicos, acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, de ter um histórico hostil em relação ao Brasil e à América Latina, e se referiu a ele como "latino-americano frustrado". Lula também expressou que se beneficiaria politicamente se os EUA enviassem um representante para apoiar seu adversário, Flávio Bolsonaro, que frequentemente levanta questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro, apesar da ausência de provas de fraudes.

Em 12 de outubro, o ex-ministro Celso Amorim, que atua como chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, criticou as ações do governo Trump, afirmando que estas visam desrespeitar a soberania brasileira e aludindo à Doutrina Monroe, que promove a hegemonia americana na América. Amorim também assinalou uma crescente "escalada de hostilidades" entre os dois países, evidenciando a falta de transparência nas ações dos EUA em relação ao Brasil.

Fonte: Política Livre