Flávio Bolsonaro se recusa a esclarecer financiamento de filme e critica Lula
Por: Redação
28/08/2026 • 22h10
Candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro foi entrevistado pela TV Globo e comentou sobre temas polêmicos. Ele afirmou que respeitará o resultado das eleições.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorre à presidência, não prestou esclarecimentos sobre o financiamento do filme "Dark Horse", que recebeu apoio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em entrevista à TV Globo, ele considerou a questão uma questão privada e defendeu que não houve irregularidades. Flávio afirmou: "Não há nada de ilegal, não fui buscar dinheiro da Lei Rouanet".
Flávio também tentou vincular o caso ao governo Lula (PT), mencionando que já havia sugerido a criação de uma CPI sobre o Banco Master. Ele minimizou a necessidade de prestação de contas, alegando que a produtora do filme, Go Up Entertainment, já havia realizado uma perícia privada. O senador reiterou que o patrocínio foi feito de boa-fé e que não houve contrapartidas.
Em maio, o site The Intercept revelou mensagens entre Flávio e Vorcaro nas quais o senador solicitava recursos para o filme, cujo valor total negociado era de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões já haviam sido pagos. Flávio admitiu ter se encontrado com Vorcaro após a prisão do ex-banqueiro, mas não detalhou mais sobre o encontro.
Durante a entrevista, ele também garantiu que respeitará o resultado das urnas nas próximas eleições, reconhecendo um erro ao afirmar que as urnas eletrônicas eram fabricadas por uma empresa venezuelana, o que foi desmentido. "Eu falei errado, a empresa venezuelana não fabricou as urnas", declarou.
Flávio falou ainda sobre o julgamento de seu pai, afirmando que Jair Bolsonaro foi alvo de uma farsa para ser afastado da vida pública e criticou ministros do STF, como Alexandre de Moraes. Ele se comprometeu a anistiar os condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023.
O senador também respondeu a questionamentos sobre sua homenagem ao miliciano Adriano da Nóbrega, afirmando que não pode ser responsabilizado por mudanças no caráter de uma pessoa ao longo do tempo. Em relação a seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que agradeceu publicamente a Donald Trump por tarifas, Flávio reconheceu que houve um erro, mas defendeu que a decisão de taxar o Brasil partiu do presidente americano.
No final da entrevista, Flávio adotou uma estratégia similar à de seu pai, escrevendo palavras como "mudança" e "futuro" em sua mão, enquanto se preparava para uma manifestação em 7 de setembro, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Fonte: Política Livre

