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Flávio Bolsonaro comenta sobre proposta de jornada de trabalho e defende liberdade ao trabalhador

Por: Redação

30/08/202622h45

Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, senador não revelou como votará sobre o fim da escala 6x1, mas defendeu uma alternativa à proposta do governo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, se esquivou de afirmar como votaria em relação ao fim da escala 6x1 no Senado, durante entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, exibida neste domingo (30). Ele afirmou defender uma proposta alternativa àquela apoiada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltando que o trabalhador deve ter a liberdade de escolher sua jornada de trabalho.

Flávio destacou que a liberdade é o principal aspecto de sua proposta, que garantiria todos os direitos trabalhistas previstos na Constituição Federal, permitindo que o trabalhador decida quantas horas deseja trabalhar. Ele citou exemplos de empresas em dificuldades, como Casas Bahia e Habib's, para criticar o ambiente de trabalho no Brasil, que, segundo ele, é hostil para a criação de empregos.

A proposta de acabar com a escala 6x1, mantendo os salários, é uma das bandeiras da campanha de reeleição de Lula. A matéria, aprovada na Câmara no primeiro semestre, avançou recentemente no Senado e deve ser analisada em breve. A última reunião entre o presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado ocorreu na quarta-feira (26), facilitando o progresso da pauta.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) divulgou um relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que atende ao governo Lula, mantendo o texto original aprovado pela Câmara. A bancada de oposição apresentou 14 emendas, propondo, entre outras mudanças, a manutenção da jornada de 44 horas semanais na Constituição, com eventuais reduções a serem decididas em negociações coletivas.

Flávio também foi questionado sobre o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, evitando responder diretamente e reiterando que não há problemas em buscar patrocínios privados. Ele prometeu prestar contas, mas se limitou a mencionar uma perícia realizada pela produtora.

Quando perguntado sobre a possibilidade de indultar seu pai, atualmente em prisão domiciliar, Flávio criticou o processo relacionado ao evento de 8 de janeiro, chamando-o de "grande farsa" e prometendo trabalhar para aprovar uma anistia ou conceder indulto, caso seja eleito.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sendo apontado como líder de uma trama golpista. Sobre a possível participação de Jair em seu governo, Flávio afirmou que dependeria da vontade do pai, a quem considera um conselheiro.

Flávio também comentou sobre a indicação de novos ministros para o Supremo Tribunal Federal, afirmando que pretende escolher pessoas que sejam patriotas e contrárias ao aborto e às drogas, visando trazer segurança jurídica e credibilidade de volta à corte.

Fonte: Política Livre