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Espriella assume presidência da Colômbia e declara 'combate definitivo' a grupos armados

Por: Redação

07/08/202622h00

O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, fez sua posse em Cali com um discurso voltado à segurança pública e combate ao crime organizado.

Na última sexta-feira (7), Abelardo de la Espriella tomou posse como presidente da Colômbia, realizando sua cerimônia em um auditório da Universidade Santiago de Cali, ao invés do tradicional Congresso em Bogotá. O evento, marcado por simbolismos religiosos, ocorreu em meio a um clima de tensão com o ex-presidente Gustavo Petro.

Durante seu discurso, Espriella ordenou um "combate definitivo" a todas as estruturas criminosas, prometendo "todas as garantias jurídicas" para as forças armadas e policiais. "Este governo os protegerá", afirmou, reforçando sua intenção de acabar com o narcoterrorismo e qualquer negociação com grupos armados.

O novo presidente também anunciou planos para construir megaprisões e retomar a fumigação aérea de plantações de coca, enfatizando que a segurança deve ser construída com autoridade. Ele criticou o governo anterior, dizendo que o Estado foi cúmplice do crime e prometeu um novo caminho com firmeza contra a criminalidade.

Espriella declarou que a Colômbia deixará de ser um "pária" no combate ao crime global e anunciou a adesão ao Escudo das Américas, uma iniciativa para unir esforços contra o narcotráfico. A cerimônia contou com a presença de diversos legisladores, exceto os do Pacto Histórico, que protestavam contra o novo governo.

O ex-presidente Petro, que se despediu da Casa de Nariño, expressou sua preocupação com as mudanças e convocou a esquerda a criar um Gabinete pela Vida para contestar as políticas de Espriella. O evento de posse teve uma forte carga religiosa, refletindo a abordagem do novo governo, com orações e bênçãos realizadas por líderes religiosos.

Presentes na cerimônia estavam líderes de direita da região, como os presidentes do Chile, Argentina, Equador e Paraguai. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não compareceu, enviando o chanceler Mauro Vieira em seu lugar.

Fonte: Política Livre