Casas Bahia busca proteção contra cortes de contratos essenciais
Por: Redação
02/09/2026 • 21h45
A varejista solicita medidas urgentes após ameaças de fornecedores e pede pagamento de multas em caso de descumprimento.
O Grupo Casas Bahia protocolou, na última terça-feira (1º), um pedido de proteção judicial para evitar a suspensão de contratos essenciais, incluindo fornecimento de energia elétrica, gás, telecomunicações e assistência de saúde para colaboradores e ex-colaboradores. A solicitação surge após a varejista ter solicitado recuperação judicial, quando a Justiça de São Paulo já havia determinado que serviços essenciais, como energia, água e segurança, não poderiam ser interrompidos.
No novo documento, a empresa afirma ter recebido ameaças de fornecedores sobre a possível interrupção de serviços. Essas ameaças, segundo a varejista, partem de fornecedores não incluídos no primeiro pedido ou de contratos considerados essenciais que não foram mencionados anteriormente. Um dos contratos em questão diz respeito ao fornecimento de energia que atende cerca de 25% das operações do grupo.
A ausência desses contratos no pedido inicial é atribuída a um "lapso" do grupo, em decorrência da urgência na apresentação do pedido e do grande volume de documentos. A varejista também afirma que alguns fornecedores que já foram citados estão se recusando a cumprir a ordem judicial.
A Casas Bahia pede que, em caso de novas ameaças de suspensão, seja aplicada uma multa de R$ 50 mil, e R$ 100 mil caso haja o efetivo descumprimento da ordem. No documento, a empresa argumenta que a extensão da proteção a todos os contratos é "imprescindível e urgente", sem intenção de rediscutir a essencialidade dos serviços, mas sim de assegurar a proteção ampla.
A varejista, que declarou uma dívida de R$ 17,3 bilhões ao solicitar recuperação judicial em 17 de agosto, abrange dez empresas, incluindo as marcas Casas Bahia, Ponto Frio, o ecommerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira. Desde então, o grupo tem se esforçado para reequilibrar suas operações e, recentemente, informou aos investidores que conseguiu suspender ações judiciais e cobranças de dívidas por um período de 180 dias. A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira reconheceu a necessidade de proteção temporária para evitar riscos à reestruturação da empresa, considerando a corrida de credores contra seu patrimônio.
Fonte: Política Livre

