Campanha de Lula planeja ajustes econômicos a partir de 2026
Por: Redação
15/08/2026 • 16h30
A equipe econômica de Lula busca evitar surpresas na campanha e planeja medidas fiscais após a eleição de 2026.
A coordenação econômica da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para evitar surpresas no âmbito fiscal, ao planejar a apresentação de propostas concretas apenas após as eleições de 2026. Apesar de não fornecer detalhes específicos, a equipe delineou quatro áreas prioritárias para possíveis ajustes: trajetória de gastos obrigatórios, benefícios sociais, despesas tributárias e modernização do Estado.
O primeiro ano de um eventual novo governo é considerado crucial para abordar questões menos populares, mas que são vitais para o avanço do país. Entre as áreas a serem revisadas, há indicações de que ajustes no cálculo do salário mínimo poderão ser discutidos. Essa questão, sensível e central na carreira política de Lula, também é alvo de questionamentos por outros candidatos. Fontes da campanha reconhecem a possibilidade de mudanças, embora busquem evitar compromissos que possam desagradar diferentes setores.
Dentro da equipe econômica, alguns defendem a desvinculação do reajuste do salário mínimo para aposentados e pensionistas, com o objetivo de reduzir a indexação da economia. Entretanto, essa ideia ainda não foi oficializada. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há planos para desvincular benefícios tributários do salário mínimo ou para acabar com a valorização real desse pagamento. Um membro da campanha sugeriu discutir a contribuição previdenciária, mudando sua base de cálculo da folha de pagamento para o faturamento das empresas.
Além disso, a revisão dos programas sociais é uma prioridade. Lula quer ser lembrado por mais do que o Bolsa Família, embora reconheça que esse programa já está reduzido em tamanho. A atenção especial recai sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo mensal a pessoas de baixa renda a partir dos 65 anos e a deficientes.
No setor fiscal, que historicamente tem sido um desafio para governos do PT, a campanha promete um esforço similar ao da gestão atual, buscando melhorias tanto na receita quanto na despesa. Ajustes no arcabouço fiscal podem ser necessários, especialmente após diálogos com agentes do setor econômico. A campanha de Lula destaca a importância de um compromisso fiscal abrangente, que envolva todos os Poderes, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU), que tem cobrado responsabilidade na contenção de despesas.
O projeto petista também inclui preocupações com gastos do Judiciário e a necessidade de aprovar pautas no Congresso que não sejam onerosas sem fontes de receita para compensação. "O compromisso fiscal deve ser de todos", enfatizou um interlocutor da campanha.
Fonte: Política Livre

