Brasil inicia consultas com EUA sobre tarifas de Trump
Por: Redação
13/08/2026 • 21h15
O governo brasileiro busca diálogo para mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva notificou os Estados Unidos nesta quinta-feira (13) sobre o início do processo de aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta às tarifas comerciais. Nessa fase inicial, o Brasil solicita análises diplomáticas antes de qualquer medida efetiva.
As consultas visam reduzir ou eliminar os impactos das medidas e contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reafirmando a intenção do governo brasileiro de priorizar o diálogo nas relações internacionais.
A legislação permite que o Brasil adote medidas comerciais e diplomáticas proporcionais em resposta a barreiras injustificadas impostas a produtos brasileiros, incluindo limitações de importações e tarifas retaliação, além de reavaliações em acordos de propriedade intelectual.
No último dia 15 de julho, a Casa Branca anunciou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, afetando cerca de 18% das exportações do Brasil aos EUA, totalizando aproximadamente US$ 7,4 bilhões (R$ 38 bilhões). Posteriormente, uma nova tarifa de 12,5% foi imposta, alegando negligência no combate ao trabalho escravo. Em alguns casos, as taxas combinadas podem alcançar 37,5%.
O governo brasileiro considera essas medidas americanas injustificadas e reforçou a importância de continuar as negociações com os EUA. Em comunicado, destacou que defenderá o multilateralismo e a reforma da Organização Mundial do Comércio, além de buscar diversificação nas parcerias comerciais e abertura de novos mercados. O Brasil também anunciou a manutenção de medidas de proteção para setores afetados pelas tarifas, através do Plano Brasil Soberano, visando preservar empregos e a capacidade produtiva nacional.
No mês passado, o governo já havia sinalizado sua intenção de utilizar as prerrogativas da Lei da Reciprocidade em resposta ao aumento das tarifas, afirmando não reconhecer a legitimidade de investigações fora das normas do comércio internacional, mas mantendo-se aberto ao diálogo.
Fonte: Política Livre

