Banco do Brasil registra lucro de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026
Por: Redação
12/08/2026 • 20h20
O resultado é 3,3% superior ao mesmo período de 2025, impulsionado por tesouraria e empréstimos a pessoas físicas.
O Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e um aumento de 13,9% em comparação com os três primeiros meses deste ano.
Esse resultado superou as expectativas de analistas que previam um lucro de R$ 3,776 bilhões. A margem financeira bruta do banco cresceu 12,1% em 2026, totalizando R$ 27,5 bilhões entre abril e junho, impulsionada principalmente por receitas de crédito, com destaque para o consignado privado.
A tesouraria do banco, que se dedica à negociação e investimento em ativos de mercado, gerou um resultado de R$ 9 bilhões no período, com um aumento anual de 10% e trimestral de 2,1%. Essa melhora foi atribuída a depósitos interfinanceiros e receitas provenientes de juros, negociação de carteiras e valorização de títulos.
A carteira de crédito do Banco do Brasil ultrapassou R$ 1,3 trilhão em junho de 2026, apresentando um crescimento de 0,6% no trimestre e 1,5% em relação ao ano anterior. O segmento de pessoas físicas teve a maior expansão, alcançando R$ 357,6 bilhões, um aumento de 4,4% em um ano, impulsionado pelo crédito consignado CLT, que atingiu R$ 15,7 bilhões.
Em relação aos atrasos, o índice para pessoas físicas ficou em 8,41%, com alta anual de 2,82 pontos percentuais e de 1,59 no trimestre, especialmente devido ao uso de cartão de crédito. O saldo de empréstimos para pessoas jurídicas foi de R$ 456,2 bilhões, com uma queda de 2,5% no ano, embora a inadimplência tenha registrado uma redução anual de 0,67 ponto percentual, mas aumento de 0,31 ponto percentual em três meses.
No setor do agronegócio, o saldo dos empréstimos atingiu R$ 421,6 bilhões, com crescimento de 0,8% em um ano. A maior parte das novas contratações foi realizada com alienação fiduciária, que representou 70% na Safra 25/26. A inadimplência nesse setor foi de 6,27% em junho, com alta de 3,11 pontos percentuais no ano, embora tenha mostrado desaceleração em novos atrasos.
O índice de atrasos acima de 90 dias para o Banco do Brasil subiu para 5,61% em junho, um aumento de 1,65 ponto percentual em um ano. A provisão para perdas esperadas atingiu R$ 18,831 bilhões, com alta de 8,4% em relação ao ano anterior.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) do banco foi de 8,3% no trimestre, ligeiramente abaixo do registrado no ano anterior, mas acima do primeiro trimestre de 2026. A CEO Tarciana Medeiros destacou que o resultado reflete uma melhor relação entre risco e retorno na carteira de crédito e a diversificação das captações.
As receitas de prestação de serviços do Banco do Brasil totalizaram R$ 9,1 bilhões no trimestre, um crescimento de 3,4% em relação ao trimestre anterior e de 4,2% no ano. As despesas administrativas aumentaram para R$ 10,1 bilhões, representando uma alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 4,1% no ano.
Além disso, o Banco do Brasil anunciou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 0,10245643978 por ação, com pagamento programado para 11 de setembro a quem tiver as ações até 1º de setembro, totalizando R$ 584,9 milhões a serem distribuídos.
Fonte: Política Livre

