Aumento de militares e policiais eleitos em 2026 retoma recorde de 2018
Por: Redação
09/10/2026 • 17h15
O número de eleitos entre militares e policiais cresce, alcançando 8% dos candidatos, o mesmo percentual de 2018.
Na eleição de 2026, o número de candidatos das Forças Armadas e das polícias que foram eleitos aumentou, apesar de uma diminuição no total de concorrentes desse grupo. De acordo com um levantamento da Folha de São Paulo, com base em dados do TSE, 99 candidatos militares ou policiais foram eleitos, representando 8% do total de concorrentes desse segmento. Em 2022, esse percentual foi de 4,9%, com 94 eleitos. Embora o total de eleitos em 2026 ainda seja inferior ao recorde de 2018, quando 118 se elegeram, a proporção de sucesso se manteve a mesma das eleições passadas, mostrando que a presença militar na política continua em alta.
Este ano, 1.233 candidatos se identificaram como oriundos das Forças Armadas ou das polícias, o que corresponde a 5,9% do total de candidatos. Este número representa uma queda de 36,4% em relação a 2022, quando 1.924 candidatos se apresentaram. A tendência de aumento de candidaturas de militares e policiais começou em 2018, impulsionada pela eleição de Jair Bolsonaro.
Os dados consideram candidatos que declararam profissões ligadas à segurança, como policiais civis e militares, bombeiros e militares reformados. Muitos candidatos optam por não usar suas patentes no nome na urna, como foi o caso dos governadores Tarcísio de Freitas e Luciano Zucco, e do deputado Guilherme Derrite, que não mencionaram suas ocupações militares ao se registrar.
Entre os mais votados que usaram referências militares ou policiais, destacam-se o capitão da reserva Renan Contar, que foi eleito senador em Mato Grosso do Sul com 856 mil votos, seguido pelo delegado Lenildo Sertão, eleito deputado federal no Pará, e Alessandro Vieira, reeleito senador em Sergipe. O PL foi o partido que mais elegeu candidatos desse segmento, com 51 entre 195 postulantes, enquanto o PP teve 11 de 47. O Republicanos, por outro lado, teve apenas 8 dos 121 candidatos eleitos.
Vale ressaltar que, entre os condenados no processo relacionado à tentativa de golpe de 8 de janeiro, 21 eram militares e a maioria dos demais eram policiais, evidenciando a complexidade da relação entre as instituições de segurança e a política.
Fonte: Política Livre

