PF amplia investigação e cumpre mandados contra esquema de fraudes nos Correios em Salvador
Nova etapa da operação apura participação de terceirizados em suposto esquema que simulava extravio de encomendas para obtenção de indenizações indevidas
Por: Redação
02/06/2026 • 12h07
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a segunda fase da Operação Registro Frágil, que investiga um esquema de fraudes postais envolvendo funcionários terceirizados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) na Bahia. A ação contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Batalhão de Policiamento Tático (BPAT) Central e da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Salvador. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, medida que busca garantir o ressarcimento dos prejuízos causados à estatal.
Segundo as investigações, o grupo criminoso simulava o envio de mercadorias de alto valor, como joias e equipamentos eletrônicos. Após o suposto despacho das encomendas, os envolvidos registravam falsamente o extravio dos objetos junto aos Correios, com o objetivo de receber indenizações indevidas.
De acordo com a Polícia Federal, parte dos suspeitos identificados atua como funcionário terceirizado da empresa pública e teria utilizado a própria função para facilitar a execução das fraudes.
A nova fase da operação foi desencadeada após a análise do material apreendido na etapa anterior, que permitiu identificar outros possíveis participantes do esquema. Com os novos elementos reunidos, a 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia autorizou as medidas cautelares cumpridas nesta terça-feira.
As diligências têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e dimensionar a extensão dos prejuízos causados. A Polícia Federal também busca identificar outros envolvidos que possam ter participado das irregularidades.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados às fraudes apuradas. Somadas, as penas previstas podem ultrapassar 10 anos de prisão.

