Operação Amêndoa Negra mira grupo suspeito de fraudes bancárias na Bahia
Ação do MPBA e da Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca em Itabuna e Entre Rios após prejuízo superior a R$ 500 mil
Por: Redação
06/03/2026 • 09h14
Uma operação conjunta do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (6) com o objetivo de combater fraudes bancárias que teriam causado prejuízo superior a R$ 500 mil a instituições financeiras. Batizada de Operação Amêndoa Negra, a ação cumpre dois mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão nas cidades de Itabuna e Entre Rios.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPBA, em parceria com a Polícia Federal. Segundo as investigações, o grupo investigado realizava empréstimos por meio de contas bancárias abertas de forma fraudulenta, principalmente contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições.
As apurações apontam que pelo menos 17 contas bancárias foram abertas utilizando documentos falsos. As contas estavam distribuídas em agências localizadas nos municípios de Conceição do Coité, Prado, Valença e também na cidade de São Paulo. O objetivo seria obter recursos por meio de empréstimos fraudulentos.
A investigação contou com o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (Cefra), da Caixa Econômica Federal, que auxiliou na identificação das movimentações suspeitas. A partir do rastreamento das transações financeiras, a Polícia Federal passou a monitorar o destino dos valores depositados nas contas fraudulentas, o que permitiu identificar parte do grupo beneficiado pelas fraudes.
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador. O nome Amêndoa Negra faz referência ao método utilizado pelo grupo para ocultar a origem e o destino do dinheiro obtido de forma ilícita. A escolha simboliza a amêndoa, que possui interior claro, mas é protegida por uma casca rígida e escura, dificultando o acesso.
De acordo com os investigadores, a metáfora representa o funcionamento do esquema criminoso, que utilizava diversas camadas de ocultação, como contas de passagem, uso de “laranjas” e outros mecanismos para dissimular as transações financeiras. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

