Marta Rodrigues cobra explicações da Prefeitura sobre investigação do MPF no Pé na Escola
Vereadora critica demora da Secretaria de Educação em responder aos órgãos de controle sobre uso de recursos do Fundeb
Por: Redação
17/06/2026 • 15h09
A permanência da investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre o programa Pé na Escola sem respostas conclusivas da Prefeitura de Salvador motivou novas críticas da vereadora Marta Rodrigues (PT). Nesta quarta-feira (17), a parlamentar voltou a cobrar esclarecimentos da gestão municipal após o MPF informar que o inquérito civil segue em fase de instrução e ainda depende de informações solicitadas à Secretaria Municipal da Educação (Smed).
De acordo com o órgão federal, a apuração continua em andamento para verificar possíveis irregularidades na utilização de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) destinados ao programa. Entre os pontos investigados estão a contratação de vagas na rede privada de ensino, a existência de vagas ociosas na rede municipal e possíveis falhas na execução da política educacional.
Para Marta Rodrigues, a demora da Prefeitura em prestar os esclarecimentos solicitados pelos órgãos de controle aumenta a insegurança das famílias atendidas pelo programa e reforça dúvidas sobre a condução da política pública. Segundo a vereadora, a falta de informações é incompatível com a gravidade das suspeitas em análise.
“É inadmissível que um tema tão grave, que envolve recursos da educação e o futuro de milhares de crianças, permaneça sem os esclarecimentos devidos por parte da Prefeitura”, afirmou.
A parlamentar destacou ainda que o caso também está sob acompanhamento do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e alertou para a proximidade do retorno das aulas, cenário que, segundo ela, amplia a apreensão de pais e responsáveis que dependem do programa para garantir o acesso dos filhos à educação.
“As famílias precisam saber o que vai acontecer. Quem depende do Pé na Escola quer respostas. A Prefeitura precisa dizer como pretende resolver essa situação e garantir o atendimento das crianças”, declarou.
Marta também voltou a defender a ampliação da rede pública municipal como solução estrutural para o déficit de vagas na educação infantil. Na avaliação da vereadora, programas baseados na compra de vagas na iniciativa privada devem funcionar apenas como medida complementar, e não como política permanente.
“O que Salvador precisa é de mais escolas públicas, mais creches e mais investimentos estruturantes. A solução para a falta de vagas não pode ser a transferência permanente de recursos públicos para a iniciativa privada”, afirmou.
Em nota divulgada nesta semana, o MPF informou que o inquérito civil instaurado para investigar a aplicação de recursos federais no programa permanece em curso. O órgão ressaltou que ainda aguarda informações da Secretaria Municipal da Educação para dar prosseguimento às análises.
Até o momento, segundo o Ministério Público Federal, os esclarecimentos solicitados à pasta municipal não foram encaminhados, o que mantém a investigação aberta e sem conclusão definitiva.

