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Marta Rodrigues afirma que condenação dos irmãos Brazão fortalece combate à impunidade

Parlamentar ressalta que sentença no caso de Marielle Franco representa vitória histórica, mas cobra esclarecimento total dos fatos

Por: Redação

26/02/202609h49

Foto: Ascom/Vereadora Marta Rodrigues

A vereadora Marta Rodrigues (PT) avaliou nesta quarta-feira (25) que a condenação de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e de Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco, representa um avanço significativo no enfrentamento à impunidade no Brasil.

Para a edil, a decisão judicial é fruto de anos de mobilização social e pressão popular por respostas. “É, sim, uma vitória histórica. Depois de tantos anos de mobilização, de dor e de resistência, ver os responsáveis condenados é um passo fundamental. Mas ainda há perguntas que precisam ser respondidas. A sociedade brasileira tem o direito de conhecer toda a verdade sobre esse crime que abalou o país”, afirmou.

Marta destacou que a sentença reforça que crimes cometidos contra mulheres em posições de poder não podem permanecer sem punição. Segundo ela, a resposta institucional só foi possível devido à persistência da sociedade civil organizada, mas é necessário aprofundar as investigações para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o crime.

“Esperamos que todos os pormenores sejam esclarecidos. A sociedade brasileira precisa saber exatamente quem articulou, quem financiou, todos os agentes e políticos que estavam por trás desse crime político brutal. Quais agentes de Estado obstruíram as investigações e o porquê. A Justiça completa é aquela que não deixa nenhuma pergunta sem resposta”, declarou.

A parlamentar também apontou que a demora de oito anos para a condenação evidencia a complexidade do caso, que, segundo ela, envolve a cúpula da Polícia Civil à época, agentes políticos e uma rede de executores com conexões com o crime organizado.

“Esperamos que essa decisão inspire o mesmo empenho em outros casos de feminicídio e de violência política. A punição precisa ser regra, não exceção. Cada caso que fica sem resposta enfraquece a democracia”, acrescentou.

Por fim, Marta Rodrigues ressaltou que Marielle Franco foi alvo de violência por enfrentar estruturas de poder e ocupar um espaço historicamente negado às mulheres negras e periféricas. “Tentaram silenciá-la, mas o legado que ela deixou é maior que qualquer tentativa de apagamento. Ela deixa um encorajamento permanente e uma corrente firme de mulheres e homens que seguem lutando por justiça, igualdade e respeito à vida”, concluiu.