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Mala com dinheiro arremessada pela janela marca nova fase de operação da PF sobre aplicação bilionária da RioPrevidência

Terceira etapa da Operação Barco de Papel mira suspeitas envolvendo Banco Master e reforça indícios de obstrução e ocultação de provas

Por: Redação

11/02/202612h02

Foto: Divulgação/Polícia Federal

A terceira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Federal, expôs cenas emblemáticas de uma investigação que envolve quase R$ 1 bilhão em recursos públicos. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú (SC), um dos ocupantes arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie. O material foi recuperado pelos agentes.

Além do montante em dinheiro, a PF apreendeu dois veículos de luxo e aparelhos celulares. Também foram cumpridos mandados em Itapema (SC), por determinação da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Segundo os investigadores, há indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas.

A operação apura suspeitas de irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões da RioPrevidência, fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central.

Na semana passada, o ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, foi preso sob suspeita de tentar interferir nas investigações. A nova fase busca rastrear bens e valores que teriam sido retirados do imóvel do principal investigado após o avanço das apurações.

O caso levanta questionamentos sobre a governança e os critérios de investimento adotados na gestão de recursos previdenciários, cuja finalidade é garantir aposentadorias e pensões de servidores. A suspeita de que quase R$ 1 bilhão tenha sido direcionado a títulos de uma instituição financeira posteriormente liquidada agrava o cenário.

A cena da mala lançada pela janela reforça a gravidade das suspeitas e simboliza, segundo investigadores, a tentativa de ocultar patrimônio possivelmente vinculado às operações sob análise.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar eventuais crimes contra o sistema financeiro nacional. O caso reacende o debate sobre transparência, controle e responsabilidade na administração de fundos públicos de grande porte.