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Jerônimo defende soberania do Brasil após decisão dos EUA sobre facções criminosas

Governador da Bahia criticou qualquer interferência externa e destacou apoio à cooperação internacional no combate ao crime organizado

Por: Redação

29/05/202617h02

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se manifestou nesta sexta-feira (29) após a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Por meio da rede social X (antigo Twitter), o chefe do Executivo baiano ressaltou a importância da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas, mas fez críticas a qualquer tipo de interferência estrangeira em assuntos internos do país.

A discussão em torno da medida norte-americana é considerada sensível e envolve temas como soberania nacional, cooperação internacional, sistema financeiro e possíveis sanções.

“Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sim. Intervenção na política interna de outro país, não. Estou junto com o presidente @LulaOficial na defesa da soberania nacional”, escreveu Jerônimo em sua publicação.

Contexto internacional e precedentes

Os Estados Unidos já adotaram, em diferentes momentos, medidas consideradas rigorosas contra países associados a grupos classificados como terroristas. Entre elas estão sanções econômicas, ações militares, reforço de cooperação internacional e pressões diplomáticas.

Entre os casos mais citados estão Afeganistão, Iraque, Síria, Irã, Líbano, Colômbia e México, em diferentes contextos relacionados ao combate ao terrorismo ou ao narcotráfico.

Repercussão política

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda avalia qual será a reação oficial à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Segundo informações divulgadas pela CNN, integrantes do PT demonstram preocupação nos bastidores com a repercussão política do tema. A avaliação é de que uma resposta pública mais contundente pode ser explorada pela oposição como uma tentativa de defesa do crime organizado.