G3 Polaris recebeu R$ 135 milhões em contratos de prefeituras ligadas a aliados de ACM Neto, aponta levantamento
Empresa citada em investigação do MP-BA firmou contratos com gestões de Salvador e Jequié; Ministério Público estima prejuízo de R$ 38,3 milhões em suposto esquema de fraudes em licitações
Por: Redação
17/07/2026 • 09h58
A investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre um suposto esquema de fraudes em licitações coloca a empresa G3 Polaris entre as companhias sob apuração. De acordo com o órgão, a empresa integra um grupo econômico suspeito de causar um prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos.
Levantamento realizado a partir de contratos públicos mostra que a G3 Polaris recebeu aproximadamente R$ 135 milhões em contratos firmados por administrações ligadas ao grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil). Entre os entes públicos estão a Prefeitura de Salvador, nas gestões de ACM Neto e do atual prefeito Bruno Reis (União Brasil), além da Prefeitura de Jequié, administrada por Zé Cocá (PP).
Somente em Salvador, a empresa recebeu cerca de R$ 24,8 milhões em contratos entre 2015 e 2026, período que abrange as administrações de ACM Neto e Bruno Reis. A G3 Polaris prestou serviços ao gabinete do então prefeito ACM Neto em 2018 e, nos anos seguintes, ampliou sua participação em contratos da administração municipal, passando a atuar em diferentes secretarias.
No interior do estado, a empresa também manteve contratos com a Prefeitura de Jequié durante a gestão de Zé Cocá, atual pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto. Entre 2023 e 2025, a G3 Polaris recebeu aproximadamente R$ 11 milhões por serviços de pavimentação asfáltica, revitalização de vias e fornecimento de mobiliário escolar com recursos do Fundeb.
Segundo o Ministério Público, a investigação busca esclarecer a atuação da empresa e das demais integrantes do grupo econômico investigado, além da regularidade dos procedimentos licitatórios e da execução dos contratos.
O procedimento segue em andamento e ainda não há decisão judicial definitiva sobre os fatos investigados. Até o momento, não há informação de que ACM Neto, Bruno Reis ou Zé Cocá figurem como investigados no processo conduzido pelo MP-BA.
A redação mantém espaço aberto para manifestações da G3 Polaris e dos gestores citados sobre os fatos abordados.

