Florence afirma que União Brasil acumula escândalos após nova operação da PF
Deputado cita investigações envolvendo dirigentes da legenda e cobra posicionamento de ACM Neto
Por: Redação
09/07/2026 • 12h01 • Atualizado
O deputado federal Afonso Florence (PT) afirmou que a operação da Polícia Federal contra o presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, Márcio Canella, amplia o desgaste político da legenda e reforça, segundo ele, uma sequência de escândalos envolvendo dirigentes do partido. A declaração foi feita nesta terça-feira (7), após a deflagração da sexta fase da Operação Unha e Carne.
As investigações tiveram início a partir de um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que subsidiou a atuação da Polícia Federal. A operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, conforme a PF, teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Para Florence, os episódios enfraquecem o discurso político do União Brasil e de suas principais lideranças. “O partido de ACM Neto coleciona operações policiais e escândalos e volta às manchetes não por apresentar propostas, mas por ser alvo de mais uma grande operação da Polícia Federal”, afirmou.
O parlamentar também declarou que ACM Neto, por exercer protagonismo nacional no União Brasil, não pode se dissociar das crises enfrentadas pela legenda. Florence citou ainda a Operação Overclean, que teve como um dos alvos o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, integrante da executiva nacional do partido e apontado como próximo ao ex-prefeito de Salvador.
“Quando convém, ACM Neto aparece como líder nacional do partido. Quem pretende governar a Bahia precisa responder pelo partido que representa e pelas acusações de relações ilegais com empresários suspeitos”, disse o deputado.

