Entre divergências e decisões decisivas: Aleluia encara novos desafios na CCJ
Vereador reconhece pressões, promete diálogo amplo e destaca relação respeitosa com Aladilce Souza
Por: Redação
02/03/2026 • 17h02
Durante sessão realizada nesta segunda-feira (2), na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Alexandre Aleluia comentou sobre os desafios de comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Casa.
Ao assumir a presidência, o parlamentar reconheceu o peso político do cargo e as pressões envolvidas na condução dos trabalhos. “Eu sei que são muitas pressões, são muitos pontos de vista de vereadores, ideologias diferentes, e que a gente tem que respeitar, escutar todo mundo e afunilar para uma deliberação. São sete membros na Comissão e normalmente precisamos de quatro votos para ter uma posição sobre determinado projeto”, explicou.
Aleluia destacou que a função do presidente vai além de coordenar votações. Segundo ele, é necessário agir como mediador, especialmente em matérias que geram maior repercussão. “Alguns projetos são mais polêmicos e têm diversos pontos de vista. A função do presidente, além de atuar como uma espécie de juiz nesse processo, é também manter os membros focados no objetivo da Comissão, que é o respeito à Constituição Federal. Esse será meu mote na CCJ”, afirmou.
Entre os temas que devem mobilizar intensos debates está o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), considerado estratégico para o futuro da capital. O vereador garantiu que o processo será marcado pela participação popular. “As audiências públicas irão acontecer, tanto na CCJ quanto na Comissão de Planejamento, permitindo que entidades de classe e a sociedade civil também participem do processo”, pontuou.
Sobre a relação com a vereadora Aladilce Souza, agora vice-presidente da Comissão, Aleluia ressaltou o respeito institucional apesar das divergências políticas. “Ela foi membra da CCJ enquanto eu fui presidente por quatro anos. A gente se dá bem, mesmo pensando diferente em alguns pontos. Isso faz parte do processo legislativo e não gera nenhum estresse. A CCJ não é ditadura, é um espaço de escuta e deliberação, buscando sempre o melhor para a cidade”, declarou.
Ao encerrar, o presidente da CCJ destacou que sua experiência anterior no comando da Comissão contribui para uma condução mais técnica e estruturada. “Minha vida como parlamentar tem vários papéis, mas na presidência da Comissão é preciso ouvir todas as partes e chegar a uma deliberação justa. É natural que minha posição pessoal influencie, mas procuro sempre dar oportunidade a todos”, concluiu.

