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Dilemas da direita na Bahia antes do primeiro turno

Roma e Neto precisam decidir prioridades em um cenário fragmentado de presidenciáveis conservadores

Por: Redação

27/01/202612h03

Foto: Valter Pontes/Secom PMS

A corrida eleitoral para 2026 expõe uma divisão histórica na direita brasileira. Na Bahia, o cenário é ainda mais explícito: o estado recebe visitas de diferentes presidenciáveis conservadores, como Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG), este último com provável apoio do ex-deputado José Carlos Aleluia, pré-candidato ao governo baiano.

Enquanto a direita nacional ainda não define um nome de consenso, ACM Neto tende a manter diálogo com todos os pré-candidatos. Na prática, porém, parece inclinado a favorecer Ronaldo Caiado no primeiro turno.

É nesse ponto que surge o dilema de João Roma. Ele negocia uma candidatura ao Senado na chapa de ACM Neto, mas se apresenta historicamente como aliado de Flávio Bolsonaro. A pressão do bolsonarismo sobre aliados regionais é crescente, e Roma sabe que, no momento decisivo, será cobrado a tomar posição clara, dificilmente subirá ao mesmo palanque de Neto exaltando Caiado enquanto a direita disputa o segundo turno contra Lula.

O dilema não é só de Roma. ACM Neto ainda não definiu apoio presidencial, e sua neutralidade em pleitos anteriores deixou resultados questionáveis. Agora, em uma eleição competitiva e fragmentada, a estratégia pode definir a influência da Bahia no jogo nacional.

João Roma: disputar o governo apoiando o candidato presidencial do seu partido ou se alinhar a ACM Neto como candidato ao Senado, sabendo que Flávio dificilmente será prioridade no primeiro turno?

ACM Neto: concentrar seu peso político em um único candidato da direita desde o início ou repetir a neutralidade, abrindo espaço para todos os nomes conservadores?

Na Bahia, a disputa da direita vai além da polarização com a esquerda. O maior desafio é administrar os próprios impasses internos, que podem moldar a estratégia eleitoral do campo conservador nacionalmente.