Contrato de bilhões, respostas de milhões: aterro de Salvador desafia transparência da gestão pública
Investigação do MP-BA coloca em evidência um acordo de longa duração marcado por divergências técnicas e questionamentos sobre fiscalização
Por: Redação
22/07/2026 • 15h40
A controvérsia envolvendo o contrato do aterro sanitário de Salvador ganhou projeção nacional nesta quarta-feira (22) após reportagem da Veja Negócios revelar uma nova frente de apuração conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O acordo, administrado pela Battre, prevê a extensão da concessão por mais 20 anos sem a realização de uma nova licitação. O valor estimado do negócio chega a R$ 2,6 bilhões. O tema já vinha sendo acompanhado pelo Política ao Vivo, que desde o ano passado vem levantando questionamentos sobre os termos do contrato e seus impactos.
Segundo a reportagem da Veja, o MP-BA investiga possíveis irregularidades relacionadas à operação e à expansão do aterro sanitário, além de uma eventual falta de fiscalização adequada por parte da Prefeitura de Salvador.
Outro ponto de debate envolve a capacidade operacional do equipamento e o tempo de vida útil previsto para o aterro. A Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma) aponta que a estrutura teria capacidade para funcionar por cerca de mais três anos, enquanto a Prefeitura de Salvador estima que a operação possa ser mantida por aproximadamente 16 anos.
Também estão sob análise os reajustes previstos no contrato e as condições para a continuidade da prestação do serviço ao longo das próximas décadas.
Com a repercussão em um dos principais veículos de comunicação do país, o caso deixa de ser uma discussão restrita ao cenário baiano e passa a atrair atenção nacional. O contrato bilionário do aterro de Salvador agora está no centro de novos questionamentos envolvendo valores, fiscalização e sustentabilidade de uma operação avaliada em bilhões de reais.

