Com a redução das mortes violentas, Estado projeta novas metas do Bahia Pela Paz para 2026
Governo anuncia expansão do Bahia Pela Paz e meta de 24 Coletivos até o fim de 2026
Por: Redação
03/03/2026 • 15h16
A Bahia encerrou 2025 com redução de 13% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) e já projeta novas metas para 2026 dentro do programa Bahia Pela Paz. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (3), durante a primeira reunião do ano do Comitê de Governança da iniciativa, que reúne representantes do Executivo e do sistema de Justiça.
De acordo com os números consolidados de 2025, o estado registrou queda de 13% nos crimes violentos letais intencionais e de 9,5% no total de mortes violentas intencionais. As mortes por intervenção de agentes do Estado permaneceram estáveis no período.
Já na comparação entre janeiro e fevereiro de 2026 com o mesmo intervalo de 2025, houve redução de 13,7% nas mortes por intervenção policial, índice superior à meta semestral de 10% estipulada pelo programa.
Ao comentar os resultados, o governador Jerônimo Rodrigues destacou a atuação integrada das áreas envolvidas. “Estamos acompanhando de perto os resultados, corrigindo rotas quando necessário e ampliando aquilo que tem dado certo. O Bahia Pela Paz é uma política estruturante para enfrentar a violência letal, prevenir a reincidência e garantir direitos nos territórios mais vulneráveis”, afirmou.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, ressaltou o acompanhamento permanente das metas. “Encerramos 2025 com redução de 13% nos crimes violentos letais intencionais e de 9,5% no total de mortes violentas. Nos dois primeiros meses de 2026, já registramos queda de 13,7% nas mortes por intervenção policial, superando a meta semestral de 10%. Isso mostra que a estratégia está produzindo resultados concretos”, declarou.
A articulação entre as instituições foi apontada como elemento central para a consolidação das políticas públicas na área. O procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, destacou a importância da integração. “A articulação entre Executivo, Ministério Público e Judiciário fortalece a prevenção e garante respostas mais qualificadas à sociedade”, afirmou.
No mesmo sentido, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Rotondano, reforçou o papel do sistema de Justiça. “O diálogo institucional é essencial para que as políticas públicas tenham continuidade e efetividade. Quando trabalhamos de forma coordenada, conseguimos dar respostas mais consistentes e contribuir para a pacificação social”, disse.
Além da apresentação dos indicadores, o governo detalhou as metas de expansão. Os dois Coletivos já implantados somaram mais de 22 mil atendimentos em 2025, oferecendo acompanhamento psicossocial, encaminhamentos para a rede pública e ações formativas nas comunidades atendidas.
Atualmente, o Bahia Pela Paz conta com 150 profissionais atuando de forma permanente nos bairros, com agenda semanal de atividades e articulação com o sistema de Justiça. A meta estabelecida é alcançar 24 Coletivos implantados até o final de 2026, ampliando a presença contínua nos territórios mais vulneráveis e fortalecendo o monitoramento sistemático dos indicadores de violência.

