Setor da construção civil na Bahia se manifesta contra PEC que altera jornada de trabalho
Por: Redação
02/09/2026 • 16h20
Entidades representativas da construção civil na Bahia enviaram uma carta ao Senado, alertando sobre os impactos da proposta que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada semanal.
Na última terça-feira (1), representantes do setor imobiliário e da construção civil na Bahia divulgaram uma carta aberta aos senadores Ângelo Coronel (REPUBLICANOS), Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD). O documento destaca os riscos socioeconômicos de uma possível aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6x1 e reduzir a carga horária semanal de 44 para 40 horas.
A carta foi assinada pelos presidentes do SINDUSCON-BA, Eduardo Freire Bastos, da ADEMI-BA, Cláudio Cunha, e do CRECI-BA, Nilson Araújo. Eles expressam preocupação com as mudanças propostas, afirmando que uma alteração dessa natureza, sem um aumento prévio na produtividade, trará consequências severas para a economia.
Os signatários alertam que a redução da jornada de trabalho, sem ajustes salariais, impactará diretamente os custos operacionais das empresas. Entre os efeitos imediatos citados estão o aumento na folha de pagamento e a pressão inflacionária decorrente, que poderá afetar especialmente as famílias de menor renda.
A carta também menciona o risco de demissões em massa e a precarização do emprego, especialmente em micro e pequenas empresas, que poderiam fechar suas portas ou optar pela informalidade. Além disso, os representantes do setor questionam o principal benefício da proposta relacionado ao lazer e convívio familiar, argumentando que os trabalhadores podem acabar buscando complementos de renda em atividades informais, o que aumentaria o risco de acidentes.
Por fim, os empresários pedem cautela aos senadores, alertando que uma aprovação rápida da PEC durante o período eleitoral pode ser mal vista pela população, que poderá responsabilizar os políticos por suas consequências. O setor clama por um debate mais amplo que priorize a sustentabilidade das empresas e a estabilidade do mercado de trabalho.
Fonte: Bahia Notícias

