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Redução de 43% na área de vegetação nativa fragmentada no Brasil

Por: Redação

29/10/2026 • 22h00

O Brasil reduziu sua área de vegetação nativa fragmentada de 287 hectares, em 1986, para 163 hectares, em 2024. Apesar da diminuição, o número de fragmentos aumentou significativamente.

Dados do módulo de Degradação do MapBiomas, divulgados nesta quinta-feira (29), revelam que a área de vegetação nativa fragmentada devido ao desmatamento para uso da terra no Brasil caiu 43% ao longo de 38 anos. Em 1986, o país apresentava 287 hectares fragmentados, enquanto em 2024 esse número foi reduzido para 163 hectares. Contudo, o número de fragmentos aumentou, passando de 2,35 milhões para 3,41 milhões.

Quando analisados por biomas, a Mata Atlântica é a mais impactada, com 1,38 milhão de áreas fragmentadas, seguida pelo Cerrado, com 957 mil fragmentos. A média de área dos fragmentos na Mata Atlântica é de 25 hectares, enquanto no Pampa é de 81 hectares e no Cerrado, 105 hectares. A Amazônia, apesar de apresentar os maiores fragmentos em área, com 662 hectares em 2024, teve uma redução de 76% no tamanho desde 1986, quando a média era de 2,7 mil hectares.

O número total de fragmentos isolados aumentou em 260%, passando de 144 mil em 1986 para 519 mil em 2024. Quase 49% desses fragmentos estão concentrados em Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná. As regiões Sudeste e Sul são as que possuem a maioria dos municípios com áreas médias de fragmentos inferiores a 25 hectares. Na Região Norte, a vegetação nativa tende a ser mais contínua, com o município de Itamarati (AM) tendo a maior média de fragmento, com 65,6 mil hectares.

As áreas de borda, que estão a 30 a 150 metros das regiões desmatadas, são vulneráveis a diversas degradações, como a entrada excessiva de luz e a perda de umidade do solo. Estima-se que entre 37 milhões e 102 milhões de hectares de vegetação nativa estão nessas áreas de borda, representando de 7% a 18% da vegetação nativa do Brasil. O Cerrado é o bioma com maior extensão de vegetação exposta a essa vulnerabilidade, enquanto a Mata Atlântica é a mais afetada em proporção, com 29% a 66% da vegetação nativa remanescente em áreas de borda.

Fonte: Bahia Notícias