Projeto de Lei estabelece novas regras para importação de cacau
Por: Redação
07/08/2026 • 21h40
A Câmara dos Deputados apresenta o Projeto de Lei nº 4.912/2026 visando regulamentar a importação de amêndoas de cacau após a extinção da Medida Provisória nº 1.341/2026.
Nesta quinta-feira (6), o Projeto de Lei nº 4.912/2026 foi introduzido na Câmara dos Deputados com a finalidade de instituir normas permanentes para o uso do regime de drawback na importação de amêndoas de cacau. A proposta surge em decorrência da perda de validade da Medida Provisória nº 1.341/2026, que não foi analisada pelo Senado dentro do prazo legal.
Com a revogação da medida provisória, as importações passaram a seguir as diretrizes gerais do regime aduaneiro especial. O novo projeto pretende estabelecer critérios específicos para o setor, equilibrando a necessidade de incentivo às exportações com a proteção da cadeia produtiva nacional.
Dentre os principais aspectos da proposta, destaca-se a limitação dos atos de drawback a um prazo máximo de seis meses. Além disso, as importações de amêndoas devem ocorrer apenas durante a entressafra da produção brasileira, que se dá entre dezembro e março.
A iniciativa também prevê a divulgação trimestral de informações sobre o volume importado, os valores envolvidos, os produtos exportados associados ao benefício e seus respectivos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). O texto ainda incluirá mecanismos de fiscalização e penalidades para as empresas que não cumprirem as normas estabelecidas.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), autor da proposta, ressaltou que o objetivo é manter o regime de drawback sem afetar os produtores locais. Ele declarou que "não somos contra o drawback, mas sim contra sua utilização de forma prejudicial aos produtores brasileiros. O setor necessita de regras claras, transparência e segurança jurídica. Nosso projeto mantém um importante instrumento de comércio exterior, criando salvaguardas para proteger a produção nacional e evitar distorções".
CONFIRA O PROJETO NA ÍNTEGRA:
Fonte: Bahia Notícias

